Salada Verde

Doria passa Cadastro Ambiental Rural para a Secretaria de Agricultura

Em decreto publicado nesta terça-feira (12), governo de São Paulo esvazia um pouco mais as atribuições da pasta ambiental do estado

Sabrina Rodrigues ·
12 de março de 2019 · 8 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Para muitos ambientalistas, João Doria segue em frente com a sua agenda antiambiental. Foto: Governo do Estado de São Paulo/Flickr.

O governador de São Paulo, João Doria, imitou o governo federal e retirou da área ambiental a atribuição de cuidar do cadastro ambiental rural e transformou em função da pasta que cuida da Agricultura. A mudança foi publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial do Estado.

O Decreto nº 64.131/2019 transfere parte das atribuições que ficavam na Secretaria de Meio Ambiente – atual Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente – para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), que agora ficará responsável pelo Sistema de Cadastro Rural Ambiental do Estado de São Paulo – SICAR-SP.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



De acordo Maurício Tuffani, do Direto da Ciência, o realocamento é motivado para colocar na Agricultura a implementação do CAR. De caráter declaratório, o cadastro ambiental rural identifica as áreas de reserva legal e as áreas de preservação permanente das propriedades rurais do país. Com o cadastro, os órgãos ambientais saberão quem tem passivo ambiental e quem está seguindo o que determina a lei.

Esvaziamento

O governo de São Paulo já havia modificado a estrutura da pasta ambiental no começo do ano, ao unificar três secretarias em apenas uma. A atual Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima) nasceu da fusão das Secretarias do Meio Ambiente; de Saneamento e Recursos Hídricos; e de Energia e Mineração.

Segundo o Direto da Ciência, a criação desta supersecretaria é preocupante, uma vez que a Sima possui como atribuições a aprovação e o controle da aplicação dos recursos de compensação ambiental, advindos de empresas envolvidas com obras de grande impacto ambiental. Agora, numa mesma secretaria e sob os cuidados de um mesmo secretário, ficam os órgãos responsáveis por realizar obras de saneamento, usinas de energia elétrica, construção de barragens e institutos responsáveis por fiscalização, controle e licenciamento.

 

Leia Também

João Doria não destinará dinheiro para a criação do Parque Augusta

Doria define os parques de São Paulo que irão para a iniciativa privada

Serviço Florestal Brasileiro passa a integrar o Ministério da Agricultura

 

  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020. →

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
2 de janeiro de 2019

Serviço Florestal Brasileiro passa a integrar o Ministério da Agricultura

Autarquia responsável pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR) deixa de ser ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Este é um dos primeiros atos do novo governo →

Salada Verde
13 de dezembro de 2016

Doria define os parques de São Paulo que irão para a iniciativa privada

Serão 15 parques disponibilizados para concessão privada. Futura gestão estuda ainda conceder mais 80 unidades para a exploração comercial →

Salada Verde
5 de outubro de 2016

João Doria não destinará dinheiro para a criação do Parque Augusta

Decisão retira compromisso de desapropriar construtoras donos do terreno, que exigiam 120 milhões da Prefeitura para desistirem de projeto imobiliário no mesmo local. →

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.