Na última quinta-feira (19), o estado do Rio de Janeiro celebrou a criação da Rede Estadual de Atendimento à Fauna Silvestre (REAFS). A iniciativa, pioneira no Brasil, foi inspirada na organização do Sistema Único de Saúde (SUS), e terá um investimento de R$100 milhões. O objetivo é criar um sistema público de cuidado aos animais silvestres que atenda desde o resgate à reintrodução de animais na natureza, com urgência veterinária, reabilitação, centros de pesquisa e capacitação técnica. A previsão é que a Rede esteja integralmente implementada dentro de três anos, e ajude a enfrentar problemas como tráfico de animais silvestres, atropelamentos de fauna, conflitos em áreas urbanas e controle de espécies invasoras.
O anúncio foi feito em evento do Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ) e da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas-RJ), coordenadora da Rede. De acordo com informações da pasta, o projeto prevê a aquisição de uma frota de 170 unidades móveis para atender os 92 municípios fluminenses; implantação de quatro novos centros de atendimento e reabilitação; a criação de um centro de pesquisa em fauna silvestre; e um aplicativo que facilite o acesso aos serviços. A expectativa é de já no primeiro ano do projeto todos os municípios tenham acesso à estrutura de resgate e atendimento.
“Essa é uma iniciativa histórica e muito necessária. Estruturar o atendimento à fauna silvestre com a lógica do SUS, com hierarquização, universalidade e descentralização, é um passo gigante para a conservação da nossa biodiversidade” celebrou o diretor de Biodiversidade, Ecossistemas e Áreas Protegidas do Inea, Cleber Ferreira, durante o evento.
A Rede terá ainda parceria com o Programa Clínica Amiga da Fauna que irá disponibilizar 100 clínicas veterinárias privadas para o atendimento de emergências como atropelamentos de animais.
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