O time para afrouxar a proteção ambiental sempre ganha novos adeptos. O destaque da vez é o deputado Antônio Feijão (PSDB/AP) e seu projeto de lei 5722/2009, que pretende alterar a legislação federal para consolidar a possibilidade da mineração em unidades de conservação de uso sustentável, como reservas extrativistas. Ele joga a conta da permissão na sobrevivência das comunidades da Amazônia, como se fossem essas e não os grandes grupos de sempre a se beneficiar com aquelas enormes escavações de terras.
Unidades de uso sustentável são aquelas onde a exploração econômica só é admitida quando garante a perenidade dos recursos naturais e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável. O projeto de Feijão mantém as atividades mineradoras atreladas ao licenciamento ambiental. Segundo ele, seu projeto “promoverá pela primeira vez, a legitimação e reconhecimento do Estado poder acessar suas próprias riquezas em detrimento do desenvolvimento includente, através do uso dos recursos minerais em unidades de conservação de uso sustentável”.
O texto será analisado pelas comissões de Minas e Energia, de Meio Ambiente e de Constituição e Justiça da Câmara, onde tramita em caráter conclusivo. Ou seja, pode ser aprovado sem votação em plenário.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia
Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923 →
Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?
Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores →
Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?
O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras →
