![]() |
Nas instalações do Ave É Vida (IAV), esses filhotes servirão como matrizes para a reprodução da espécie, o pato-mergulhão, cujo nome científico é Mergus octosetaceus. No ano que vem, novos ovos deverão ser levados até o instituto para a realização de cruzamentos em cativeiro. “Eles serão a ferramenta para, em 3 anos, gerar mais filhotes. E aí, os filhotes que nascerem serão preparados para voltar a natureza”, explica a veterinária Letícia de Carvalho Dias, gerente-administrativa do Instituto Ave é Vida.
![]() |
Segundo ela, a retirada destes ovos da natureza ajudará a sobrevivência do pato-mergulhão. Um dos ninhos em observação continha cinco ovos. Pouco tempo depois, não havia sobrado nenhum devido à ação de predadores. “Se estes ovos ficam lá agora vão ser predados. É uma visão de longo prazo, esperamos gerar mais indivíduos”, diz a veterinária.
O Instituto Ave é Vida é uma organização sem fins lucrativos. O instituto mantém mais de 4 mil aves, de mais de 320 espécies diferentes do mundo inteiro. O projeto do pato-mergulhão é coordenado pelo professor Luís Fábio Silveira da Universidade de São Paulo (USP) e envolveu, além do Instituto Ave É Vida, a participação do IBAMA, ICMBio e Instituto Terra Brasilis.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Capobianco relembra ataques ao INPE: “Teve gente que não aceitou esses dados”
Em evento de divulgação da queda nos dados do desmatamento, o ministro do Meio Ambiente celebra a independência do INPE e relembra que tentaram desacreditá-lo →
Alertas de desmatamento somam 2.874,38 km² e indicam menor acumulado do Deter da história
Dados são de agosto de 2025 até o dia 31 de julho deste ano e representam uma redução de 36% comparado ao período anterior. Números animam governo →
Cadastro Ambiental Rural precisa respeitar os direitos de povos e comunidades tradicionais
A criação do módulo para cadastros de PCTs no Sicar é um avanço, mas ainda persistem barreiras estruturais que comprometem o reconhecimento dos direitos e das realidades dos territórios →


