Considerada uma das localidades mais visitadas pelos turistas de natureza, a Ilha Grande deve ser atingida pela mancha de óleo formada com o vazamento ocorrido na última sexta-feita por um navio-tanque da empresa Modec.
De acordo com a Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, o óleo já atingiu a praia do Bonfim em Angra dos Reis, localizada a próxima do centro e utilizada pela população.
Embora não possa ser comparado com vazamento recente da Chevron no campo de Frade, quando 400 mil litros de óleo foram derramados em alto mar, o vazamento de 10 mil litros ocorreu em um dos trechos mais bonitos do litoral brasileiro. A mancha de óleo também deve atingir a Restinga da Marambaia, zona militar conservada utilizada para descanso dos presidentes da República.
A secretaria carioca anunciou uma multa de 10 milhões de reais. Após sobreevoo na área neste domingo, o secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, afirmou que apesar de pequeno, o vazamento representa ameaça para a biodiversidade marinha. O secretário também aproveita a ocasião para acelerar o processo de criação da Área de Preservação Ambiental da Ilha Grande
“Não queremos engessar a economia da região, mas o crescimento de algumas atividades, como a do petróleo, não pode inviabilizar outras atividades importantes, como o turismo e a pesca, e a preservação de espécies marinhas, como a dos golfinhos,” disse Minc, segundo nota distribuída neste domingo.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Bancada ruralista acelera ‘pacote agro’ na Câmara dos Deputados
Proposta aprovada em urgência retira do Ministério do Meio Ambiente parte da competência sobre biodiversidade e fiscalização →
Pernambuco foca em carbono e ignora a urgência das áreas de risco
Enquanto o governo foca no mercado de carbono, o estado acumula 291 mortes e 545 mil desabrigados por desastres desde 1991, com prejuízos que superam os R$ 34 bilhões →
Estudante desenvolveu tecnologia para enfrentar a escassez de água no Sertão
Com menor custo, montagem simples e movido a energia solar, o sistema poderia ser aproveitado em mais regiões →
