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A Rússia indiciou nesta quinta-feira (03) mais 15 ativistas do Greenpeace, além de um fotógrafo freelancer russo, por pirataria. O que significa que todos que estavam a bordo do navio Arctic Sunrise durante o protesto no Ártico contra a exploração de petróleo foram acusados formalmente e podem pegar até 15 anos de prisão.
De acordo com o Greenpeace, advogados da organização já entraram com apelação pedindo que o grupo aguarde a investigação em liberdade. São 30 ativistas de 18 nacionalidades diferentes, entre eles está a bióloga brasileira Ana Paula Alminhana Maciel, de 31 anos. Os 30 ficarão presos pelos próximos 2 meses, prazo máximo para que o inquérito seja concluído.
O Itamaray já se pronunciou a respeito da prisão da brasileira. Em nota, afirmou que a situação está sendo acompanhada de perto pela embaixada em Moscou, cujo embaixador, Fernando Mello Barreto, já havia assinado uma “carta de garantia”, pedindo que a brasileira responda ao processo em liberdade, com o compromisso de que ela continue em solo russo e compareça a todas as audiências solicitadas.
Uma corrente de apoio aos ativistas foi lançada. Segundo a ONG ambientalista, mais de 900 mil pessoas ao redor do mundo já enviaram e-mails para a embaixadas russas. Além disso, mais de 60 organizações não governamentais, como Anistia Internacional, WWF e Repórteres sem Fronteiras já repudiaram publicamente a prisão dos ativistas.
Ato contra as prisões
No próximo sábado (05), haverá uma mobilização em diversos países pela libertação do grupo. No Brasil, o ato acontece em São Paulo, a partir das 10h, no vão do MASP, na Avenida Paulista.
Uma página do Greenpeace foi criada para que internautas mandem e-mails e cartas para as embaixadas e consulados russos pedindo a liberação dos ativistas.
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