Pacífico. Atlântico. Índico. Antártico. Ártico. Aproximadamente 72% da superfície terrestre é coberta pelos oceanos, que são capazes de influenciar mais do que aqueles que vivem ao longo de suas costas. Estima-se que 50% de todas as espécies da Terra dependem dos oceanos de alguma forma ou de outra para sua subsistência. Infelizmente os seres humanos não costumam demonstrar muita vontade de preservar esta parte tão importante de nosso planeta.
Um relatório divulgado em fevereiro de 2008 constatou que 40% dos oceanos do mundo são fortemente impactadas por atividades humanas, como a pesca excessiva e a poluição. 17 diferentes atividades humanas foram examinadas no relatório, desde a navegação comercial até atividades indiretas, como mudanças na temperatura da superfície do mar, radiação UV e a acidificação dos oceanos.
O mapa abaixo foi criado a partir de dados compilados neste relatório publicado na revista Science. Trata-se de um mapa global do impacto humano nos ecossistemas marinhos. Os pesquisadores apontam que nenhuma parte de nenhum oceano está livre da influência humana, apesar de existirem grandes áreas que têm relativamente pouco impacto humano, especialmente perto dos pólos.
As áreas onde os humanos tiveram o pior impacto incluem a costa leste da América do Norte, o Mar do Norte, os mares que banham a China, o Mar do Caribe, o Mar Mediterrâneo, o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Mar de Bering e o Oceano Pacífico ocidental. Áreas pintadas de vermelho têm um alto impacto humano e áreas azuis têm um impacto humano muito baixo. O estudo também analisou 20 ecossistemas marinhos para determinar o impacto das influências humanas. Os ecossistemas que estão mais ameaçados são os recifes de coral, os bancos de algas marinhas e os manguezais.
Veja abaixo o mapa completo e alguns detalhes da costa brasileira e das regiões mais impactadas pelo homem.
Leia também
Dia mundial dos oceanos: Nos vemos em 2015
O Homem e o Mar: desafios da conservação dos oceanos
Tecnologia contra a acidificação dos oceanos
Uma tragédia do tamanho do mar
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Produtores rurais impedem audiência pública sobre criação de UC no Pantanal
Com discurso carregado de desinformação sobre “impactos” do Refúgio de Vida Silvestre Delta do Salobra, grupo liderado por sindicato rural ocupa auditório e nega diálogo com ICMBio →
Entenda por que a extinção das línguas é uma questão ambiental
Mais de 2 mil línguas indígenas correm risco de desaparecer neste século – e, com elas, poderemos perder conhecimentos ecológicos tradicionais de suma importância →
CI-Brasil lança edital para fortalecer viveiros e redes de sementes da Amazônia
Com recurso do Fundo Amazônia, chamada do Floresta para o Bem-Estar vai selecionar até 60 iniciativas no Acre, Amazonas, Mato Grosso e Pará →






Cala a boca
ou as referências bibliográficas utilizadas nesse artigo.
Tenho iniciado alguns estudos sobre esse tema e busco referências relacionadas, relatórios técnicos e artigos científicos.
Se puder disponibilizar, super agradeço.
Obg.
olá, gostaria de saber se vocês podem disponibilizar o estudo original -ou o link dele.
obrigada.
Cara Stella, o link para o estudo está aqui: http://science.sciencemag.org/content/319/5865/94…
Bons estudos!