Análises

Dando Nome aos Bois

Em recente reunião, o subprefeito da Barra da Tijuca ofereceu à direção do Parque Nacional da Floresta da Tijuca custear a sinalização da trilha da Pedra da Gávea.

Pedro da Cunha e Menezes ·
2 de dezembro de 2009 · 17 anos atrás

Em recente reunião no Rio de Janeiro, o subprefeito da Barra da Tijuca, Thiago Mohamed, ofereceu à direção do Parque Nacional da Floresta da Tijuca custear a sinalização da trilha da Pedra da Gávea, proteger sua entrada com um alambrado de 300 metros que coibiria o uso de atalhos erosivos e trilhas secundárias e construir um portal no início da caminhada, na rua Sorimã. Em troca, sugeriu batizar a trilha de “Gabriel Buchman”, o montanhista carioca que faleceu recentemente em um acidente no Monte Mulanje, ao sul do Malauí.

A oferta é ótima e demonstra a excelente interação existente entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Instituto Chico Mendes, resultante do convênio para a gestão compartilhada da Floresta da Tijuca, retomado pela administração de Eduardo Paes após ter sido rompido pelo prefeito César Maia. A homenagem a Buchman é justíssima e vem em boa hora. Gabriel, além de excelente montanhista, era um apaixonado pelas trilhas cariocas e um idealista que sonhava com um Brasil melhor.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Só tem dois problemas. A trilha já tem um nome consolidado: Pedra da Gávea. Dificilmente os usuários começarão a chamá-la de alguma forma diferente. Além disso, o caminho já está bem sinalizado desde 1999, inicialmente pelos próprios funiconários do Parque Nacional da Floresta da Tijuca e, desde então, pelos voluntários do Grupo TerraLimpa que, diga-se de passagem, também merecem – e muito – uma homenagem pelo labor contínuo e altruísta.

Ainda assim o tributo a Buchman é válido e pertinente e o auxílio da (sub) prefeitura mais que bem vindo. Um trecho após a famigerada “carrasqueira” desabou recentemente e precisa de intervenções caras e duradouras. O Terralimpa atuou prontamente, mas o tamanho do estrago demanda mais do que um grupo voluntário é capaz de fazer. Idealmente ali deveria ser erigida uma ponte ou passarela, que daria segurança aos excursionistas e preservaria a vegetação e o solo ralo que, no local, estão para lá de maltratados. Gabriel Buchman seria um excelente nome para a obra. Em sentido figurado ele já levantou essa ponte ligando a sub prefeitura à Pedra da Gávea, agora só falta concretizar a idéia.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
10 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro repete o pai e apresenta 7 propostas antiambientais

Análise do Observatório do Clima aponta Lula à frente na agenda ambiental; programa de Flávio Bolsonaro tem apenas uma proposta positiva

Notícias
9 de setembro de 2026

Nova espécie de ave é identificada na Serra de Baturité, no Ceará

A tovaca-de-baturité, antes considerada parte de uma espécie de ampla distribuição pela América do Sul, se diferencia principalmente pelo canto e por características da plumagem

Colunas
9 de setembro de 2026

Um dia para dar uma pausa nas redes e se conectar ao mundo

O Dia do Reset propõe passar 26 de setembro longe das telas e conectado a outras atividades e eu posso provar que períodos prolongados offline aumentaram minha atenção, sono e percepção

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.