Relatório de atividades 2025
((o))eco
Em 2025, o ((o))eco consolidou sua trajetória como principal veículo independente de jornalismo ambiental no Brasil, mantendo um ritmo editorial elevado e uma presença significativa no debate público sobre conservação da natureza, biodiversidade, política ambiental e mudanças climáticas.
O ano marcou desafios políticos e ambientais, com destaque para a preparação e cobertura da COP30 e o acompanhamento dos retrocessos legais pautados no congresso nacional e outras esferas políticas.
Este Relatório Anual de Atividades apresenta uma síntese do trabalho realizado por ((o))eco em 2025, reunindo dados quantitativos da produção editorial, análises sobre tendências temáticas e reflexões sobre o papel do jornalismo ambiental em um período de profundas transformações.
O relatório oferece uma leitura qualificada do impacto e da relevância do jornalismo produzido, reafirmando o compromisso da organização com a informação independente, o interesse público e a defesa do meio ambiente.
CONTEÚDO
Ao longo de 2025, o ((o))eco publicou 1.166 conteúdos. Esse volume representa um crescimento de aproximadamente 10,5% em relação a 2024, quando foram publicados 1.050 conteúdos. A expansão da produção editorial espelha o fôlego da equipe fixa, a capacidade de cobertura de grandes eventos internacionais e a importância do ((o))eco como espaço de opinião e análises.
Publicações por editoria
Entre 2023 e 2025, a distribuição das publicações do ((o))eco por editoria passou por mudanças significativas. Política Ambiental manteve-se como a principal editoria, mas apresentou redução na participação percentual e número absoluto de matérias ao longo do período. Em 2025, essa editoria respondeu por cerca de um terço das publicações, frente a mais da metade em 2023.
A editoria de Clima registrou crescimento significativo em 2025 e isso se deve à uma decisão deliberada de ampliar o foco no ano da COP 30, no Brasil. Após participação relativamente estável nos dois anos anteriores, o número de conteúdos sobre o tema mais que dobrou em relação a 2024.
A cobertura de Biodiversidade manteve volume expressivo ao longo do período analisado. Após crescimento entre 2023 e 2024, houve redução no número de publicações em 2025, o que se refletiu em menor participação percentual no conjunto da produção. Ainda assim, o tema segue como um dos eixos centrais da linha editorial do ((o))eco.
Publicações por Tipo de Conteúdo
Ao olharmos para a série histórica entre 2022 e 2025 em relação ao tipo de conteúdo, podemos observar uma redução gradual da participação relativa das Notícias no conjunto das publicações, com um decréscimo de ~14%. Em números absolutos, o formato segue como o mais frequente, mas com tendência de queda.
No caminho oposto, Salada Verde apresentou crescimento expressivo, consolidando-se como um dos principais formatos editoriais do site. 25% dos conteúdos publicados estão nessa categoria e há um crescimento da quantidade nominal entre 2024 e 2025.
As Reportagens, formato mais nobre e relevante do jornalismo, mantém sua presença ao longo da série histórica, com leve redução percentual em 2025. Em termos nominais, o volume segue alto, indicando estabilidade do investimento em conteúdos de maior profundidade, mesmo diante da ampliação de outros formatos.
Os formatos de Análise e Colunas apresentaram crescimento gradual nos últimos 4 anos. Ao somarmos ambos formatos no grupo de Opinião, observamos uma participação de 19,4% do total publicado. Esses conteúdos dão espaço para diversos(as) autores(as), perspectivas e pontos de vistas que enriquecem o debate ambiental no país.
O Podcast, embora ainda represente parcela pequena da produção total, mostra crescimento. Em 2025, o formato alcançou cerca de 3% das publicações, graças a continuação do podcast Entrando no Clima e outras iniciativas.
Publicações por Biomas
A distribuição das publicações por biomas entre 2022 e 2025 mostra a Amazônia como principal foco da cobertura do ((o))eco, ainda que com redução gradual de sua participação relativa.
A Mata Atlântica ampliou sua participação ao longo da série histórica, alcançando cerca de 20% das publicações em 2025. Oceanos também registraram crescimento contínuo, passando de participação residual em 2022 para patamar mais expressivo em 2025 (12%). Biomas como Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa mantiveram presença mais pontual, com variações anuais, contribuindo para uma cobertura que contempla todos os biomas brasileiros, ainda que com diferentes intensidades.
AUTORES
A distribuição das publicações por perfil de autoria em 2025 indica a centralidade da equipe fixa na produção editorial do ((o))eco. Esse grupo respondeu por cerca de 70% dos conteúdos publicados, com crescimento em relação ao ano anterior. A estabilidade da estrutura editorial e a capacidade interna de sustentar o ritmo diário de produção, assegura a continuidade temática e consistência na cobertura.
Os conteúdos de opinião representaram aproximadamente 20% do total, evidenciando o espaço dedicado a análises autorais e ao debate público qualificado. Já as contribuições de freelancers corresponderam a cerca de 6,6%, com redução relativa em relação a 2024, enquanto as republicações mantiveram participação residual, em torno de 4%.
Essa distribuição sugere um modelo editorial fortemente apoiado na produção interna, com colaborações externas e republicações desempenhando papel complementar e pontual.
Diversidade, Equidade e Inclusão
A partir da implementação de um Cadastro Geral de todos os colaboradores da Associação O Eco, foi possível lançar o primeiro Diagnóstico interno de diversidade. Esse mapeamento detalhado das identidades, trajetórias e percepções internas, com foco em gênero, raça/etnia, orientação sexual, condição de deficiência, origem geográfica e outras dimensões de diversidade, nos possibilita balizar ações de inclusão dentro da organização.
Os dados levantados revelaram pontos de convergência entre o perfil da equipe e os desafios estruturais presentes no jornalismo brasileiro, incluindo a necessidade de ampliar a representação de grupos historicamente marginalizados. O diagnóstico identificou tanto aspectos positivos (como a presença de múltiplas vozes e trajetórias na equipe) quanto áreas de atenção, especialmente no que se refere à presença de profissionais negros e de outras identidades sub-representadas.
AUDIÊNCIA
Abaixo apresentamos os dados de audiência comparados entre 2019 e 2025. Há uma quebra relevante entre 2024 e 2025. A queda observada no número de usuários em 2025 deve ser analisada à luz das transformações recentes no ecossistema digital de distribuição de notícias. Estudos indicam que a adoção de sistemas de busca baseados em inteligência artificial, como as novas funcionalidades do Google, tem reduzido significativamente o tráfego direcionado a sites jornalísticos, ao priorizar respostas diretas na própria página de resultados.
Esse fenômeno, conhecido como “zero clique”, impacta especialmente veículos de jornalismo, independentemente da qualidade ou relevância do conteúdo produzido, e ajuda a contextualizar a retração nos acessos registrada no período, sem que isso represente necessariamente diminuição do alcance social ou da importância editorial do ((o))eco.
Ainda assim, a série histórica evidencia a capacidade do ((o))eco de alcançar grandes públicos e de responder, em audiência, aos ciclos editoriais e às agendas ambientais de maior relevância.
📊 Evolução anual da audiência
Abaixo dividimos a audiência entre conteúdos publicados no ano de análise e em anos anteriores. Esse dado é importante para entender se nossa audiência está acessando “on time” nossa produção de conteúdo. O resultado aponta uma diminuição da leitura de conteúdos publicados no ano de análise (-9%).
📊Data de publicação
Os gráficos abaixo apresentados relacionam volume de produção editorial e desempenho de audiência (visualizações), permitindo observar onde o ((o))eco concentra seus esforços de publicação a partir de alguns recortes. Essa abordagem comparativa possibilita identificar padrões de eficiência editorial bem como assimetrias entre produção e engajamento, oferecendo subsídios para avaliação e planejamento editorial.
📊Desempenho de audiência por recortes
No recorte por perfil de autoria, a equipe fixa concentra tanto o maior volume de publicações quanto o maior número de visualizações, refletindo sua centralidade na produção cotidiana do site. Os conteúdos de opinião, apesar de representarem um volume menor, apresentam desempenho relevante em audiência, indicando forte interesse do público por análises autorais. Já as contribuições de freelancers e republicações mantêm participação mais limitada, com impacto proporcionalmente menor nas visualizações.
A análise por editorias mostra que Política Ambiental e Biodiversidade combinam alto volume de conteúdos com desempenho expressivo em audiência, com destaque para a biodiversidade, que apresenta elevado número de visualizações em relação ao total de publicações. A editoria de Clima, embora tenha crescido em produção editorial em 2025, ainda apresenta menor volume de visualizações, sugerindo um processo de consolidação gradual junto ao público.
No recorte por tipos de conteúdo, as Notícias lideram em visualizações absolutas, acompanhando seu alto volume de publicações. As Reportagens também apresentam desempenho consistente, enquanto colunas e análises demonstram bom retorno em audiência proporcionalmente à quantidade de conteúdos produzidos. Formatos como podcast e vídeos permanecem com alcance mais restrito, refletindo participação ainda complementar na estratégia editorial.
A análise por biomas evidencia a Amazônia como principal foco tanto em volume quanto em audiência, seguida pela Mata Atlântica, que se destaca pelo elevado interesse do público em relação ao número de conteúdos publicados. Os demais biomas (como Cerrado, Caatinga, Pantanal, Oceanos e Pampa) mantêm presença mais pontual, contribuindo para uma cobertura territorial ampla, ainda que com diferentes níveis de engajamento.
O leitor
O leitor ou leitora do ((o))eco é majoritariamente jovem adulto, com idade entre 18 e 34 anos, residente principalmente na região Sudeste do Brasil, com presença relevante no Sul, na Amazônia Legal e no Nordeste, e apresenta uma distribuição de gênero relativamente equilibrada, com leve predominância masculina.
O público do ((o))eco está majoritariamente concentrado na região Sudeste, seguida pelo Sul, com presença relevante de leitores da Amazônia Legal e do Nordeste, o que indica alcance nacional e penetração em territórios diretamente afetados por temas socioambientais.
A audiência é formada principalmente por jovens adultos, com maior concentração nas faixas etárias de 18 a 34 anos, além de participação expressiva de leitores entre 35 e 54 anos, demonstrando interesse contínuo por jornalismo ambiental em diferentes gerações.
Em relação ao gênero, observa-se uma distribuição relativamente equilibrada entre homens e mulheres, com leve predominância masculina, reforçando o caráter amplo e transversal das pautas abordadas pelo ((o))eco.
📊 Distribuição geográfica
📊 Faixa etária
📊 Gênero
Entre as cidades com maior número de acessos, destacam-se:
1️⃣ Sao Paulo 177.833 (10,38%)
2️⃣ Rio de Janeiro 101.425 (5,92%)
3️⃣ Belo Horizonte 51.384 (3%
4️⃣ Curitiba 45.927
5️⃣ Brasília 44.104 (2,57%)
6️⃣ Porto Alegre 30.920 (1,8%)
7️⃣ Salvador 29.929
8️⃣ Fortaleza 26.448 (1,54%)
9️⃣ Belém 23.750 (1,39%)
🔟 Campinas 22.163 (1,29%)
Redes Sociais
As redes sociais se consolidam, cada vez mais, como um espaço de consumo de informação e notícias e é fundamental que desempenhe um papel central no alcance de audiência do ((o))eco. A partir do estabelecimento, em 2024, de uma metodologia de coleta de dados com os principais indicadores, podemos observar a evolução anual no gráfico abaixo, com informações das médias mensais em diferentes métricas.
Os dados de redes sociais indicam crescimento do desempenho do ((o))eco ao longo de 2025, especialmente em visualizações e alcance. Há de se considerar lacunas de dados não fornecidos pelas plataformas em 2024, mas mesmo assim o crescimento é visível. O volume de visualizações praticamente dobrou, passando de 320 mil para cerca de 580 mil/mês. Alcance teve aumento ainda mais acentuado, saindo de patamar residual (30 mil/mês) para aproximadamente 220 mil contas alcançadas mensalmente, o que sugere maior disseminação do conteúdo para além da base fiel de seguidores. O número de seguidores também apresentou crescimento moderado e consistente, encerrando o ano com pouco mais de 320 mil perfis, o que reforça a consolidação da presença do ((o))eco nas plataformas e o fortalecimento gradual de sua comunidade digital.
📌 Plataformas monitoradas: Instagram, Facebook, LinkedIn, TikTok, YouTube, Twitter, WhatsApp, Bluesky, Spotify e Newsletter.
GESTÃO FINANCEIRA
O ano de 2025 foi marcado pela continuidade das principais parcerias institucionais que sustentam o trabalho jornalístico da Associação O Eco. Ao longo do período, a organização manteve o apoio de financiadores que vêm contribuindo de forma consistente para o desenvolvimento de projetos de jornalismo ambiental, permitindo a continuidade das atividades editoriais e da cobertura de temas ligados à conservação da biodiversidade e às políticas ambientais.
Ao mesmo tempo, o ano também trouxe mudanças importantes no cenário de financiamento da organização. O projeto executado em parceria com o Imazon com recursos do programa NICFI, que ao longo de dez anos representou uma das principais fontes de financiamento institucional de ((o))eco, se encerra em 2025.
Diante desse cenário, a diversificação das fontes de receita permanece como uma prioridade estratégica. No final de 2025 foi lançada a plataforma de cursos de ((o))eco, iniciativa que busca ampliar as receitas provenientes de atividades de formação e fortalecer a relação da organização com sua comunidade de leitores e profissionais interessados em temas ambientais.
Receitas
Nos últimos anos, o ambiente de financiamento do jornalismo independente tem se tornado progressivamente mais desafiador. Diversos programas de apoio criados na década passada por grandes plataformas tecnológicas, como Google, Meta e outras empresas do setor, foram reduzidos ou encerrados, eliminando uma fonte relevante de editais e parcerias que ajudaram a sustentar iniciativas jornalísticas em diferentes partes do mundo. Ao mesmo tempo, fundações filantrópicas internacionais vêm revisando prioridades e concentrando recursos em um número menor de projetos ou em agendas específicas, o que aumenta a competição por financiamento entre organizações de mídia sem fins lucrativos.
Esse cenário se soma às dificuldades estruturais do modelo econômico do jornalismo digital, marcado pela concentração da receita publicitária nas grandes plataformas e pela dificuldade de monetização de conteúdo jornalístico em escala suficiente para sustentar redações especializadas. Como resultado, organizações independentes de jornalismo enfrentam um contexto mais incerto de financiamento, que exige maior diversificação de receitas, fortalecimento de comunidades de leitores e desenvolvimento de novas estratégias de sustentabilidade.
A série histórica de receitas da organização, corrigida pela inflação (IPCA), mostra oscilações negativa relevantes ao longo dos últimos anos.
Despesas
As despesas totais de 2025 foram de R$ 1.060.800,39.
A estrutura de custos da organização permanece fortemente concentrada em recursos humanos, refletindo a natureza do trabalho desenvolvido por ((o))eco, que depende fundamentalmente da produção jornalística e da atuação de profissionais especializados.
A distribuição das despesas foi a seguinte:
Os gastos com recursos humanos incluem salários da equipe fixa, benefícios e pagamentos a jornalistas freelancers e outros profissionais envolvidos na produção editorial.
As despesas de campo correspondem a custos de reportagem, como transporte, hospedagem e alimentação em coberturas realizadas fora do local de base da equipe.
As categorias de infraestrutura, tecnologia e serviços incluem despesas operacionais necessárias para a manutenção das atividades da organização, como hospedagem de plataformas digitais, ferramentas de trabalho, suporte técnico e serviços administrativos.
A seguir, analisamos as despesas da Associação O Eco e sua evolução de 2021 a 2025. Considerando os valores ajustados pelo IPCA, observa-se uma diminuição das despesas em 2025 em relação ao ano anterior. Essa diminuição reflete principalmente uma diminuição no número de projetos ativos e a manutenção da estrutura de equipe necessária para sustentar as atividades editoriais da organização. Como em anos anteriores, as despesas de ((o))eco permanecem fortemente vinculadas aos projetos em andamento, de modo que variações no volume de financiamento e na intensidade das atividades, como produção editorial e cobertura de campo, têm impacto direto sobre o nível de gastos ao longo do período. O gráfico abaixo apresenta a evolução das despesas da organização ao longo dos últimos anos, com valores corrigidos pela inflação.
CONCLUSÃO
O ano de 2025 reafirmou o papel de ((o))eco como uma das principais referências do jornalismo ambiental independente no Brasil. O aumento no volume de publicações, que superou 1.100 conteúdos no ano, demonstra a capacidade da equipe de manter um ritmo editorial elevado e de responder de forma qualificada aos principais temas da agenda socioambiental do país e do mundo. A cobertura da COP30, que foi realizada no Brasil, também impulsionou a ampliação da cobertura sobre clima e reforçou a relevância do jornalismo ambiental no debate público.
Ao mesmo tempo, o ano trouxe avanços institucionais importantes. O início do desenvolvimento do primeiro diagnóstico interno de diversidade representa um passo relevante para compreender melhor o perfil da equipe e dos colaboradores e orientar ações voltadas à promoção de diversidade, equidade e inclusão dentro da organização. Esse processo fortalece o compromisso de ((o))eco com um jornalismo que reflita a pluralidade de vozes e perspectivas presentes na sociedade brasileira.
No campo da audiência, os dados refletem transformações estruturais no ecossistema digital de distribuição de notícias. A queda de acessos ao site observada em 2025 acompanha tendências globais relacionadas à adoção de sistemas de busca baseados em inteligência artificial e ao fenômeno do “zero clique”, que reduz o tráfego direcionado a veículos jornalísticos. Em contrapartida, as redes sociais apresentaram crescimento consistente em alcance e visualizações, indicando que o conteúdo produzido por ((o))eco continua circulando amplamente e encontrando novas formas de chegar ao público.
Do ponto de vista financeiro, o encerramento do ciclo do projeto NICFI em 2025 e a decisão do financiador de não incluir atividades de jornalismo na nova fase do programa representam um desafio relevante para os próximos anos, uma vez que essa parceria foi uma das principais fontes de financiamento de ((o))eco ao longo da última década.
Diante desse cenário, a diversificação de receitas torna-se ainda mais estratégica. O lançamento da plataforma de cursos ao final de 2025 é parte desse esforço de desenvolver novas fontes de financiamento e fortalecer a relação da organização com sua comunidade. Ao mesmo tempo, a ampliação das estratégias de captação e a construção de novas parcerias institucionais serão fundamentais para garantir a sustentabilidade financeira da organização.
O início de 2026, portanto, apresenta um cenário desafiador, mas também repleto de oportunidades. ((o))eco segue comprometido com sua missão de produzir jornalismo rigoroso, independente e de interesse público, contribuindo para informar a sociedade e fortalecer o debate ambiental no país.
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