O Eco+ | Edição #275 | janeiro/2026
18 de janeiro de 2026
Trava-se na Justiça fluminense uma disputa sobre a exigência do estudo de impacto ambiental (EIA/Rima) para que o Instituto de Estudos Ambientais (Inea) autorize a exploração comercial de um aeródromo localizado no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). O Aeródromo Norte Fluminense – Heliporto do Açu foi concebido pela Aeropart para atender à demanda das plataformas de petróleo e gás do pré-sal. A disputa que expõe contradições e zonas cinzentas no licenciamento ambiental do empreendimento é tema de reportagem exclusiva de ((o))eco escrita por José Alberto Gonçalves Pereira.
Os pesquisadores Juliana Di Beo e Paulo Horta, da Rede Ressoa, se debruçam sobre as florestas que não podem ficar de fora das metas de 2026: as florestas formadas por recifes de corais, que estão ameaçadas de atingir o ponto de não retorno. “Branqueamento e mortalidade em massa já registrados em todos os mares tropicais do planeta reforçam que as previsões relacionadas a um aquecimento de 1,5 ºC estavam bem fundamentadas devido às interações entre o aquecimento global, a acidificação dos oceanos e a poluição. Isso representaria uma inestimável perda de biodiversidade marinha e de meios de subsistência humana”, explicam.
A montanhista Luciana Nogueira, voluntária da Rede Brasileira de Trilhas, analisa que a popularidade das trilhas e do montanhismo tem atraído novatos que se aventuram em busca de aventura, contato com a natureza e inúmeros outros motivos. Porém, a massificação da atividade gera situações como a do rapaz desaparecido por cinco dias após descer o Pico do Paraná e ser abandonado por sua dupla. “(...) O Roberto, o rapaz do Pico do Paraná, se tivesse se informado um pouco mais sobre o que fazer ao notar que saiu da trilha e estava perdido, teria parado de se locomover, facilitando o seu resgate pelas equipes locais. Uma desinformação simples que trouxe a ele cinco dias muito difíceis e de riscos muito altos”, explica, em texto sobre como a prática do montanhismo precisa ser feita com preparo prévio e responsabilidade.
Boa leitura!
Redação ((o))eco
· Destaques ·
Justiça arbitra disputa sobre EIA/Rima de aeródromo no Porto do Açu
As florestas que não podem ficar de fora das metas de 2026
Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo
· Conservação no Mundo ·
É o solo, estúpido! Uma nova pesquisa mostra que florestas tropicais jovens crescem mais rápido e armazenam muito mais carbono quando há nitrogênio disponível no solo. Na primeira década de recuperação, as árvores podem crescer duas vezes mais rápido, embora o efeito diminua em florestas mais antigas, o que aponta para estratégias de reflorestamento mais inteligentes. [Mongabay]
Procura-se o culpado. Bilhões de estrelas-do-mar, vítimas de uma doença debilitante mortal, morreram na última década, colocando em risco os ecossistemas marinhos e impulsionando uma busca global por um culpado biológico ou ambiental. Recentemente, pesquisadores identificaram um provável suspeito, mas o caso está longe de ser encerrado. [YaleE360]
· Dicas Culturais ·
• Para ler •
A fenda da lagoa | Lili Buarque
Em março de 2018, moradores de Pinheiro, tradicional bairro de Maceió, e pelo menos outros três bairros, sentiram um tremor de terra. Rachaduras em imóveis, fendas nas ruas, afundamento de solo e o resultado de uma análise realizada pelo Serviço Geológico do Brasil envolvendo 52 pesquisadores mostraram que a causa seria a extração mineral de sal-gema pela empresa petroquímica Braskem. É a história deste bairro que já não existe que é contado no livro, que registra a vida que pulsava pelo bairro antes de o chão tremer.
• Para ver •
Cidade de Aimorés (MG) convive com o leito seco do rio Doce desviado pela Vale | TV Folha
Na divisa de Minas e Espírito Santo, cidade de Aimorés (MG) sofre com a falta de água devido à operação de hidrelétrica. População fala de abandono por empresas e pelo poder público e promessas que nunca foram cumpridas.
• Para ler •
Mudanças Climáticas no Brasil: Estado da Arte e Fronteiras do Conhecimento | Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
Lançado durante a COP 30, a coletânea reúne contribuições da ciência brasileira acerca da crise climática. Dividido em dez capítulos, o livro tem capítulo sobre a Amazônia, sobre Oceano e Zonas Costeiras, Mudanças Climáticas e Saúde, água e resiliência e Impactos Econômicos e está disponível para download gratuito.







