O Eco+ | Edição #299 | julho/2026
5 de julho de 2026
O maior mamífero terrestre da América do Sul ganhou as telonas. Lançado em junho, mês do meio ambiente, o documentário “ANTA – o filme” celebra 30 anos da pesquisa liderada por Patrícia Médici e equipe da Iniciativa Nacional para Conservação das Antas no Brasil (INCAB-IPÊ). A repórter especial de ((o))eco, Duda Menegassi , entrevistou o diretor do filme, João Marcos Rosa, e a principal personagem, Patrícia Médici, no evento de lançamento da obra no Rio de Janeiro. “Vivemos num país e num mundo que ainda sabe muito pouco sobre esse animal. Muita gente ainda se confunde, acha que a anta é uma capivara, um tamanduá, um porco. Existe um desconhecimento. É o maior mamífero terrestre da América do Sul, a jardineira da floresta. As pessoas têm que saber o que é esse animal antes de a gente poder avançar nessa conversa com eles. (…) qual é a importância desse animal para a criação e manutenção de biodiversidade é chave. A gente precisa que as pessoas saibam disso”, destaca Patrícia, coordenadora da INCAB.
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O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Seropédica (RJ) está em quarentena depois da morte de três macacos-pregos por tuberculose. A doença infecciosa é transmitida pelo ar, o que acendeu o alerta vermelho no Ibama, conta a repórter Duda Menegassi. Por causa disso, o centro parou de receber novos animais e fez exames nos que mantém em cativeiro. Segundo o órgão ambiental, não há registro de infecção ou morte por tuberculose em outras espécies mantidas na unidade. Há 989 animais silvestres abrigados no Cetas de Seropédica, no Rio de Janeiro, em monitoramento, afirma o Ibama. A maior parte são aves (503), além de primatas (51) e até duas onças-pardas (Puma concolor) e outros mamíferos e répteis. A morte dos três primatas ocorreu em maio, em um curto intervalo de tempo. Com o diagnóstico confirmado, a quarentena do centro foi prorrogada por 45 dias, “podendo ser interrompido antes do prazo ou novamente prorrogado, conforme os resultados das medidas sanitárias e das avaliações técnicas”. Todas as atividades de soltura de fauna silvestre também estão suspensas e o acesso de visitantes foi restringido.
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Fake news amplificada por manipulação de imagem usando inteligência artificial (IA) gerou burburinho em Foz do Iguaçu após uma onça-pintada aparecer na área urbana da cidade, no fim de semana da semana passada. Segundo a repórter Duda Menegassi, as equipes especializadas do projeto Onças do Iguaçu fizeram a captura em segurança do animal, que estava na varanda de uma residência no bairro de Três Lagoas, ao mesmo tempo que se mobilizaram para desmentir boatos sobre as andanças da onça pela cidade paranaense. As imagens foram reproduzidas amplamente em plataformas e páginas de notícias de Foz sem nenhum alerta de que tratava-se de IA. A onça-pintada (Panthera onca) é um macho adulto, com idade estimada entre quatro e cinco anos, e não corresponde a nenhuma das onças já monitoradas pelo projeto. Sua origem é um mistério já que há mais de 20 anos não existem registros confirmados de onças-pintadas nessa região do lago de Itaipu, assim como o que o levou para área urbana. O destino do felino, batizado de Tape’ỹ, palavra de origem tupi que significa “aquele que perdeu o caminho”, será decidido nos próximos dias.
Boa leitura!
Redação ((o))eco
· Destaques ·
“ANTA – o filme” leva às telas o maior mamífero terrestre da América do Sul
Tuberculose mata três macacos no Cetas-RJ; centro está em quarentena
Onça-pintada que apareceu na zona urbana de Foz é capturada em segurança
· Conservação no Mundo ·
Pistas sutis. À medida que o aquecimento global transforma a paisagem do Ártico, os castores estão expandindo sua área de ocorrência para o norte, construindo barragens que alteram o fluxo da água, criam novas lagoas e podem acelerar o degelo do permafrost, além de impactar comunidades locais e indígenas. Um estudo publicado na revista Ecosphere reconstruiu essa expansão histórica por meio da análise de anéis de crescimento de árvores, indicando que os animais já ocupam uma das regiões mais ao norte do Canadá desde pelo menos 2008. Os resultados fornecem um importante registro de referência para compreender os efeitos da presença dos castores no Ártico e subsidiar decisões de conservação e gestão territorial. [Eos]
Mais um alvo de Trump. A baleia-de-Rice (Balaenoptera ricei), espécie reconhecida oficialmente apenas em 2021, é uma das baleias mais raras do mundo, com uma população estimada em menos de 100 indivíduos que vive exclusivamente no Golfo do México. A espécie enfrenta graves ameaças, como colisões com navios, poluição por petróleo, emaranhamento em redes de pesca, ruído submarino e mudanças climáticas. Recentemente, conservacionistas alertaram que a decisão do governo dos Estados Unidos de flexibilizar proteções ambientais para ampliar a exploração de petróleo e gás na região pode aumentar o risco de extinção da baleia. Apesar disso, ela possui características singulares, como vocalizações semelhantes a longos gemidos, hábitos residentes no Golfo durante todo o ano e alimentação em águas mais profundas. [The Revelator]
· Dicas Culturais ·
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Manejo Integrado do Fogo: caminho para conviver com o fogo | Ipam
A cartilha reúne estratégias para a gestão planejada do fogo e reúne orientações práticas, conceitos fundamentais e exemplos que ajudam a compreender quando e como o fogo pode ser utilizado de forma responsável. Produzida pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em parceria com o PrevFogo, do Ibama, a abordagem da cartilha vai além do uso do fogo isoladamente e envolve planejamento, prevenção, uso controlado, preparação, combate e recuperação, A estratégia foca no conjunto de ações que acolhem necessidades ambientais, proteção territorial e modo de vida das comunidades para uma ação eficiente e objetiva.
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Relatório Anual do Desmatamento no Brasil | RAD 2025
O RAD2025, sétimo Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, elaborado pelo MapBiomas, apresenta um panorama abrangente do desmatamento em todos os biomas brasileiros de 2019 a 2025, com foco no ano mais recente e considerando diferentes categorias territoriais e fundiárias. O relatório consolida e analisa os alertas de desmatamento validados e refinados com imagens de alta resolução pelo MapBiomas Alerta a partir de múltiplos sistemas de detecção de desmatamento, avalia indícios de irregularidade ou ilegalidade e examina ações de combate ao desmatamento por órgãos governamentais e instituições financeiras.
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Cerrado, Coração das Águas: Conexão Amazônia | ISPN
Como as águas do Cerrado sustentam a Amazônia, o Pantanal, a Caatinga e a Mata Atlântica? A série documental O Cerrado é o Coração das Águas do Brasil responde a essa pergunta ao acompanhar, em quatro episódios, as histórias de comunidades e pessoas que dedicam suas vidas à proteção do bioma. No episódio em destaque, a conexão entre o Cerrado e a Amazônia ganha protagonismo, revelando como a redução das águas, a pesca predatória e outros impactos ambientais ameaçam tanto a biodiversidade quanto os modos de vida tradicionais.






