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A muitos passos do paraíso

Cada vez parece ser mais ingênuo acreditar que as companhias de petróleo, gás e carvão terão sucesso no desenvolvimento de tecnologias que permitam seqüestrar e armazenar o carbono emitido com a produção de combustíveis fósseis. Pelo menos é a impressão que fica depois de ler a notícia do blog Herald Tribune. Afinal, em recente seminário realizado na Bélgica, Gijs van Breda Vriesman, gerente geral da Shell, disse que apenas em 2050 a captura de gases estufa pelas empresas vai alcançar o equilíbrio necessário. Como muitas grandes idéias, esta parece que vai demorar para sair do papel. E, depois dos relatórios do IPCC, esse tempo soa como algo longo demais para merecer crédito.

Redação ((o))eco ·
26 de novembro de 2007 · 19 anos atrás

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