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Gritaria cresce contra Belo Monte

A construção da polêmica usina hidrelétrica no rio Xingu gera protestos em audiências públicas no Pará. Seis mil pessoas comparecem para reclamar do projeto. Veja fotos

Redação ((o))eco ·
15 de setembro de 2009 · 17 anos atrás


Fotos: Marcelo Salazar/ISA
 
A terceira audiência pública sobre a hidrelétrica de Belo Monte aconteceu ontem em Altamira (PA), sob pesados protestos (imagem acima). Cerca de seis mil pessoas foram vigiadas de perto por mais de 300 agentes (inclusive da Polícia Federal). Conforme entidades civis, moradores daquela cidade paraense e região, agricultores familiares, indígenas, comerciantes, políticos, funcionários de governo, fazendeiros, movimentos sociais e pesquisadores debateram por 11 horas os prós e os contras da usina. Sempre sob vaias, gritos de protesto, aplausos, apitos e tambores. A reunião ganhou calor com a solicitação de nulidade das atuais audiências pelo procurador da República Rodrigo Timóteo Costa e Silva e pelo promotor de Justiça de Meio Ambiente, Emério Mendes. Isso porque a prerrogativa da presença do Ministério Público na mesa diretora (prevista em lei) não foi respeitada e porque o formato das audiências não garantia a participação efetiva da população.

Entre as questões levantadas por movimentos sociais perante o empreendimento, estão: Se Belo Monte for construída, para onde irão ribeirinhos e pequenos agricultores expulsos de suas terras? Quais as distâncias, a localização e os tamanhos das propriedades para onde seriam realocados? Qual a situação fundiária das áreas previstas para realocar a população urbana de Altamira, que será deslocada? Quais os impactos do grande contingente populacional que virá para a região durante a obra e depois de concluída, visto que somente 700 pessoas ficarão empregadas (segundo o EIA, 18.700 pessoas seriam diretamente contratadas, chegando a 98 mil pessoas no total?

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