A era da iluminação a LED está começando para os consumidores comuns. Bem, pelo menos na Home Depot, loja de material de construção e bricolagem americana, que está oferecendo um modelo com capacidade equivalente a uma lâmpada de 40 watts por meros 20 dólares, menos da metade do que custava até então. Ainda é caro, mas compensa porque, segundo a empresa, o novo produto (chamado Ecosmart LED) tem vida útil de 22 anos.
O consumo da lâmpada LED é 80% menor do que a incandescente e 30% abaixo da lâmpada fluorescente. Sobre essa última oferece outras vantagens. A temperatura de funcionamento é ainda mais baixa. Em supermercados, trata-se de um fator importante, porque quanto mais quente for a lâmpada que ilumina os freezers de alimentos, maior o gasto de energia para esfriá-los. As fluorescentes contêm mercúrio. Por isso, não podem ser recicladas e sua disposição custa mais. Finalmente, têm problemas operacionais. Não podem ficar ao tempo e não aceitam dimmers nem timers. As LED, por sua vez, são versáteis. Aceitam tudo isso e ainda vêm em uma variedade de formatos e potências que resolve qualquer problema de iluminação.
Um dos primeiros usos viáveis das lâmpadas LEDS em produtos de consumo foi nas Headlamps (lanternas de mineiros, presas à cabeça), muito usadas em esportes de aventura. Quem tem, sabe que a luz é mais branca, pesa uma fração das antigas (pois a bateria é menor) e não morrem de repente, o que tranquiliza no uso em situações de risco. A aplicação em TVs e monitores de PC também chegou para ficar. Na realidade, a tecnologia de imagem é a mesma, o LCD, mas a iluminação da tela é que deixa de ser feita por lâmpadas fluorescentes e passa a ser a LED. Há um ano, esses produtos custavam de 50% ao dobro da TV LCD comum. Hoje, a diferença já está na faixa dos 30%. Nesse caso, além de consumir menos e não usar mercúrio, proporcionam um contraste de imagem várias vezes maior. Estão chegando com toda a força. Dentro de um ano ou dois será difícil encontrar uma TV LCD que não seja LED.
Faltava remover uma barreira para a chegada definitiva do LED no nosso dia a dia: o preço proibitivo. E esse está derretendo.
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