Notícias

Ataques de animais peçonhentos crescem 157% em 10 anos

Em 2011, 293 pessoas morreram vítimas de picadas. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, de novembro a março é o período mais crítico.

Redação ((o))eco ·
8 de novembro de 2012 · 13 anos atrás
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), conhecido por causar graves acidentes e mortes, habita o Sudeste do Brasil. Foto: CIT/RS
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), conhecido por causar graves acidentes e mortes, habita o Sudeste do Brasil. Foto: CIT/RS

Os números impressionam: somente no ano passado, foram notificados mais de 139 mil acidentes provocados por picadas de animais peçonhentos. Desse total, 293 pessoas morreram. Um levantamento realizado pela Unidade Técnica de Vigilância de Zoonoses do Ministério da Saúde indicam, nos últimos 10 anos, um aumento de 157% no número de notificações de casos de acidentes provocados por animais peçonhentos.

As notificações são registradas tanto na zona rural como em áreas urbanas e o aumento costuma ser verificado entre os meses de novembro a março, quando ocorre o período das chuvas. “As chuvas desalojam os animais que vivem em tocas, como escorpiões, aranhas e serpentes. Eles acabam procurando abrigo em locais mais secos, muitas vezes, dentro de residências, aumentando a chance de ocorrência de acidentes”, explica Eduardo Caldas, coordenador de Vigilância em Zoonoses do Ministério da Saúde.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Além das chuvas, o Ministério da Saúde também aponta como causa para o aumento de acidentes o desequilíbrio ecológico e o período reprodutivo de alguns desses animais peçonhentos.

Os acidentes, dependendo da espécie, são mais frequentes nas cidades do que no campo.

A região Nordeste é campeã em acidentes com escorpiões, com 30.282, e a Bahia é o estado com maior registro total, 10.461. A segunda região é a Sudeste com 22.579 casos em 2011, 13.428 em Minas Gerais.

A região Sul registra o maior número de acidentes com aranhas: 18.052 casos em 2011. O Paraná sozinho teve 9.326 casos. As regiões Norte e Nordeste concentram os acidentes com serpentes: 9.329 e 8.184 casos, respectivamente.

O hospital Vital Brazil, do Instituto Butantan, em São Paulo, é especializado no tratamento de acidentes por animais peçonhentos e tem telelefones par orientação 24 horas por dia: (11) 2627-9529 e (11) 2627-9528.

Para dicas de primeiros socorros, visite a o site do Instituto Butantan.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
15 de abril de 2026

SPVS lança videocast sobre parceria internacional que protege papagaios ameaçados na Mata Atlântica

Cooperação de mais de duas décadas combina ciência, território e comunidades para tirar espécies da lista de extinção e impulsionar economia local na Mata Atlântica

Salada Verde
15 de abril de 2026

Governador em exercício revoga decreto que retirava zona de amortecimento de UCs no Rio

Magistrado Ricardo Couto revogou último decreto do ex-governador do Rio, que anulava planos de manejo e zonas de amortecimentos em cinco APAs no estado

Salada Verde
15 de abril de 2026

Fiocruz promove conferência para incluir ecocídio e racismo ambiental na Agenda 2030

Evento reúne sociedade civil e especialistas para formular propostas que integrem justiça ambiental e igualdade racial às metas globais de desenvolvimento sustentável

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.