Notícias

Bicho-preguiça bate chefes de Estado

Considerado lento e dorminhoco, o mamífero que se move a 0,12 km/hora mostrou-se mais rápido e decidido do que os líderes da Rio+20. Foto: Pedro Angelini

Duda Menegassi ·
24 de junho de 2012 · 14 anos atrás
O animal homenageado pelo ((o))eco nesta semana é o bicho-preguiça, mamífero encontrado nas florestas da América Central e do Sul, descendo até o norte da Argentina. O nome é uma referência aos seus movimentos lentos. Sua velocidade média é de 120 metros/hora (igual a 0,12 km/hora), fora precisar dormir 14 horas por dia.

A pelagem curta e acinzentada se confunde com as árvores, camuflando-o. Eles são vegetarianos e, na Mata Atlântica, seu prato favorito são folhas de embaúba, que ficou conhecida como árvore-preguiça por causa dessa predileção. Pesam de 3 a 6 quilos e medem no máximo 80 centímetros. De espíritos solitários, macho e fêmea só se encontram durante o período de acasalamento e, após uma média de 7 meses de gestação, nasce um único filhote, que é mantido às vistas da mãe por pelo menos 5 meses, até aprender a se locomover e se alimentar sozinho.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Existem várias espécies de bichos-preguiça, a chamada preguiça-comum, Bradypus variegatus, não se encontra em perigo, mas sua parente, a preguiça-de-coleira, Bradypus torquatus, vive na arrasada Mata Atlântica e está sob ameaça de extinção.

Informações técnicas à parte, esta semana a preguiça descobriu que é mais rápida do que outra espécie, o “chefe de estado preguiçoso”. Em latim, usando o nosso exclusivo tradutor google, o nome é “Segnis caput civitatis”, mas preferimos a versão em latim tabajara “Chefis di stadus preguiçosus”.

Em comum com o bicho-preguiça, a espécie não tem dentes. Suas características mais peculiares são adiar decisões e não sair do lugar. Sempre antecedidos pela espécie “Diplomatis falandus”, reúnem-se de 20 em 20 anos para debater objetivos grandiosos e procrastinar juntos. O último encontro acabou de acontecer no Rio de Janeiro. Foto: Pedro Angelini

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Colunas
24 de março de 2026

Se nós os parimos, por que eles nos matam? 

Essa não é uma pergunta para as mulheres responderem sozinhas, porque a violência de gênero não pode continuar sendo tratada como uma pauta feminina

Salada Verde
24 de março de 2026

Inspirado pelo SUS, estado do Rio lança rede de atendimento à fauna silvestre

Com investimento de R$100 milhões, iniciativa prevê unidades móveis, criação de centro de pesquisa e quatro novos centros de atendimento e reabilitação da fauna

Salada Verde
24 de março de 2026

IBGE lança atualização do Mapa de Regiões Fitoecológicas do Brasil

Mapa de Regiões Fitoecológicas inclui vegetações "relíquias" e florestas resistentes à seca. Revisão amplia o conhecimento sobre o patrimônio natural do país

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.