
A Câmara dos Deputados ratificou o acordo assinado em 2008 entre Brasil e França que combaterá o garimpo ilegal numa faixa de 150 km nos dois lados da fronteira com a Guiana Francesa. O acordo sofreu pressão da bancada do Amapá na Câmara e ficou parado por 5 anos. Aprovado em votação simbólica na última quinta-feira (12), a matéria segue para ser analisado no Senado.
O deputado federal Sebastião Bala Rocha (Solidariedade-Amapá) foi um dos que lutou pela manutenção do acordo na gaveta. O parlamentar considera que o acordo prejudica o setor de garimpos no seu estado e coloca as empresas na ilegalidade.
Pelo acordo, haverá confisco e destruição de bens utilizados na extração ilegal de ouro, as atividades de pesquisa e lavra serão controladas e as empresas que fazem venda e revenda de ouro na região serão obrigadas à manter um registro das transações. Em caso de descumprimento, os dois países se comprometem a aplicar sanções de acordo com as legislações nacionais.
Assinado em dezembro de 2008, o acordo já foi ratificado pelo Parlamento da França e espera a aprovação do Congresso Brasileiro para entrar em vigor. A aprovação da Câmara se deu por ocasião da visita oficial do presidente da França, François Hollande, ao Brasil este mês.
Leia Também
Guiana Francesa: mercúrio põe em risco rios e saúde humana
Guiana Francesa sofre com mineração ilegal de ouro
Notícias do Oiapoque
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Brasil tem mais de 3,7 mil plantas ameaçadas de extinção
Lista atualizada pelo Ministério do Meio Ambiente alerta para aumento do grau de ameaça do pau-brasil e para possível extinção de duas plantas da Mata Atlântica →
Proteger a biodiversidade exige conectar territórios
Brasil levou a COP 17 da Biodiversidade proposta que reforça necessidade de investir em corredores de biodiversidade e redes ecológicas que não se limitem às áreas protegidas →
MMA abre inscrições para sete vagas da sociedade civil na Comissão Nacional de Biodiversidade
Organizações ambientalistas podem se inscrever até 8 de novembro para participar da eleição de representantes no colegiado durante o biênio 2027–2028 →

