![Macaco-de-cheiro-de-cara-preta ([i]Saimiri vanzolinii[/i]) fotografado na Amazônia. Foto: Cláudio Timm](/wp-content/uploads/oeco-migration/images/stories/dez2013/mico-de-cheiro.jpg)
O mico-de-cheiro (Saimiri vanzolinii) recebe este nome por sua peculiar rotina de higiene pessoal. Ao contrário do que ocorre com outras espécies de primatas, a limpeza dos pelos não é uma atividade feita em grupo. Cada mico-de-cheiro limpa e penteia seu próprio pelo. Depois de penteados, urinam na própria cauda e a encharcam bem usando as mãos. Aí está a razão do seu nome e a explicação para seu odor nada agradável.
Também conhecido como macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta e capijuba-de-boné, o Saimiri vanzolinii é um animal endêmico da Amazônia Central, no Brasil, e só vive numa área restrita, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Ele gosta de locais úmidos e escolhe viver ao longo de rios, várzeas baixas e florestas de restinga desta região.
É um animal ágil e gracioso, com pelagem curta por todo o corpo. Nas costas tem pelos escuros com uma faixa preta, larga e ininterrupta, da cabeça à ponta da cauda. O resto do corpo, as costas dos pés, das mãos e antebraços são de uma cor amarelo-queimada clara. Mede cerca de 35 cm de comprimento, sem contar a cauda não preênsil, pouco mais longa que o corpo.
O S. vanzolinii apresenta um dimorfismo sexual acentuado. Os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas. Estas, por outro lado, têm a cauda relativamente mais longa e a coloração da pelagem é mais escura, especialmente nos lados do pescoço e da face.
O mico-de-cheiro vive em grupos numerosos, que podem alcançar 50 indivíduos, embora hajam haja relatos de bandos maiores. São animais de hábitos diurnos, que se recolhem para dormir ao por do sol, mantendo-se quietos, às vezes embolados nos ramos mais altos e em meio à folhagem densa. Durante o dia são mais agitados, caminhando ou correndo dentre os ramos das árvores, onde passam a maior parte do tempo. A manhã é o período de maior atividade, pois é quando procuram alimentos. A dieta da espécie consiste de sementes e frutos, além de pequenos animais vertebrados e invertebrados.
A principal ameaça à sobrevivência do mico-de-cheiro é o endemismo extremo, uma vez que só existem na área da Reserva Mamirauá. Lá, eles sofrem as consequências da competição por recursos com outras espécies e com o ser humano. O mico-de-cheiro (Saimiri vanzolinii) é classificado como Vulnerável tanto na Lista Vermelha da IUCN quanto pelo ICMBio.
Leia também
Teiú: um nome curto para um lagarto grande
Jararacas, as serpentes que salvaram os hipertensos
Acorda, Raposa!
Leia também
Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas
Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central →
Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar
Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha →
Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo
O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha →






Gosto das informações, mas seria legal adicionar as referencias, pra o leitor poder confiar mais e se aprofundar no assunto 🙂