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A troca de comando na direção do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) veio acompanhado do fortalecimento do instituto e da decisão, formalizada ontem (07), de remover as 525 famílias que residem no local. A determinação foi anunciada durante coletiva de imprensa para anunciar a nova demarcação do Jardim Botânico.
O novo perímetro delimita 132, 5 hectares e retira, pelo menos, 525 famílias do terreno. Nos próximos 30 dias, os moradores serão recadastrados e alternativas serão discutidas. Não foi informado prazo para a desocupação do local. “Definimos o novo perímetro do JBRJ, que ficaria com área de 132,5 hectares e como será a interlocução com os moradores que hoje habitam o local”, explicou Izabella.
Nessa configuração, 110 famílias que vivem na estrada Dona Castorina ficaram de fora dos limites do parque e não serão removidos. O restante terá que sair. O governo dará prioridade para a retirada das 200 casas em área de risco.
“Eu acho imprescindível que isso fique como um marco de que não se pode invadir parque nacionais, parques estaduais, sobre o pretexto de que ali existe só uma mata, uma floresta”, ressaltou Luiz Prado, especialista em Políticas Públicas de Meio Ambiente, que participou da coletiva.
“A ideia é preservar e, com isso, discutir com a sociedade o papel do Jardim Botânico para a cidade, no país como instituição técnica cientifica e cuidar dessas pessoas que já tem vínculos históricos com essa região”, disse a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira.
Também participaram do anúncio o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Fransisco Gaetani, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, a secretária do Patrimônio da União, Cassandra Nunes e a presidente do Jardim Botânico, Samyra Crespo.
Em entrevista a Agência Brasil, a presidente da Associação de Moradores do Horto afirmou que os moradores não aceitam o acordo e irão entrar na Justiça contra a decisão. “Não vamos aceitar esse tipo de imposição. Vamos partir judicialmente e politicamente para mudar essa proposta e teremos uma reunião nesta quinta-feira [9] ou no próximo sábado [11] para discutirmos de que forma vamos agir”, disse Emília Maria de Souza, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Horto.
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