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Entidades se unem para devolver 352 animais à Floresta Nacional do Tapajós

Entre os animais devolvidos à natureza estão 28 Jacarés Tingas; 81 Jabutis Pata Vermelha; 11 Jacarés Coroa; 06 cágados de Barbicha; 100 Tartarugas. A ação durou cinco horas e meia

Sabrina Rodrigues ·
15 de dezembro de 2016 · 5 anos atrás
Entidades unidas no empenho de devolver os animais à natureza. Foto: Instituto Mamiraua
Entidades unidas no empenho de devolver os animais à natureza. Foto: Instituto Mamiraua

Na quarta-feira (14), numa ação que durou cinco horas e meia, o Zoológico das Faculdades Integradas do Tapajós (ZOOFIT/UNAMA) em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o 4º Grupamento de Bombeiros Militar realizaram a soltura de 352 animais. Eles estavam em processo de reabilitação no zoológico localizado no município de Santarém, Oeste do Estado do Pará, e agora voltaram para os seus habitats naturais: a Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós).

Entre as espécies soltas estavam 28 Jacarés Tingas; 81 Jabutis Pata Vermelha; 11 Jacarés Coroa; 06 cágados de Barbicha; 100 Tartarugas; 04 Pitiús; 89 Tracajás; 26 Aperema; 01 Onça Jaguatirica; 01 Preguiça Real e 05 Marrecos. Para realizar essa ação é necessário que os animais estejam aptos a serem devolvidos para a mata nativa depois deles passarem pelos procedimentos médicos veterinários e biológicos. O processo de reabilitação dura cerca de três a seis meses de acordo com o estado clínico.

“A soltura não pode ser feita de qualquer forma, há todo um estudo prévio para saber quais as espécies que residem em determinado local, quais os principais predadores, presas, para que esses animais reintroduzidos tenham a capacidade de se manter no local sem interferência. Não podemos soltar um predador em um local onde não se tem presas, pois ele vai procurar outros locais para se alimentar. A Floresta Nacional do Tapajós tem um banco de dados com informações sobre fauna e nos permite dizer que lá foi o melhor local para fazer esta soltura”, afirma o especialista em anfíbios e répteis, o herpetólogo do curso de Biologia da FIT/UNAMA, Hipócrates Chalkidis.

*Com Informações do Instituto Mamiraua

  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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