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MMA diz garantir recursos e Centros de Triagem de animais em Minas são reabertos

Após promessa de ajuda financeira, Cetas de Montes Claros e Juiz de Fora reabrem. Não há confirmação a ajuda se estenderá a todas os centros de triagem do país

Cristiane Prizibisczki ·
17 de maio de 2019 · 2 anos atrás
As unidades mineiras são responsáveis por receber, recuperar, reabilitar e destinar cerca 5.500 animais silvestres anualmente. Foto: Cetas-MG/Facebook.

Três dias após anunciar o fechamento de duas de suas unidades, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Minas Gerais informou que, a partir da última quinta-feira (16), retomaria os trabalhos em Montes Claros e Juiz de Fora, após o Ministério do Meio Ambiente (MMA) garantir ajuda financeira ao órgão.

As unidades do Cetas-MG haviam sido fechadas devido ao corte de 25% nos contratos de tratadores exigido pelo MMA, ao final de abril, a todas as superintendências do Ibama – a quem os Cetas são subordinados. Com o corte, o Centro mineiro perdeu dois de seus seis tratadores – número já insuficiente para manutenção dos trabalhos – e se viu obrigado a paralisar as atividades das unidades do interior, que recebem cerca de 5.500 animais silvestres anualmente.

Segundo a comunicação do Cetas – MG, o MMA garantiu que irá repassar recursos à unidade para a manutenção dos postos de tratadores. “Diante desta promessa, a Superintendente Substituta do Ibama em Minas Gerais, Polyana Faria Pereira, determinou a retomada imediata nas atividades de recebimento dos animais, evitando prejuízos ao meio ambiente e na prestação de serviços ao cidadão”, disse a unidade, em nota.

Não está claro, no entanto, como essa ajuda financeira será realizada e se ela se estenderá a todas os Cetas do país. ((o))eco procurou a assessoria do Ibama em Brasília para saber se este é um indicativo de que MMA voltou atrás na exigência de corte nos contratos de tratadores, mas o órgão federal se limitou a dizer que “a superintendência do Instituto no estado [de MG] busca parceria junto ao órgão ambiental estadual para minimizar o custeio das atividades desenvolvidas nas unidades”.

O estabelecimento de Acordos de Cooperação Técnica com governos estaduais não é novo e tem acontecido em várias superintendências do Ibama pelo país. No entanto, a construção destas parcerias pode se mostrar bastante burocrática e, em alguns casos, demorar anos para ser concretizada. Esse é o caso do Piauí, por exemplo, onde o Centro de Triagem de Animais está desde 2017 trabalhando para que o acordo aconteça, mas ainda está na fase de elaboração do Plano de Trabalho.

Não há informações sobre em que estágio está a construção da parceria entre os órgãos federal e estadual em Minas Gerais.

 

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Comentários 1

  1. Leo diz:

    A própria foto do trinca ferro já diz tudo: despreparo, desperdício, imperícia técnica, malversação de dinheiro público afinal..

    Jornal de forro, laranjas e mamōes no chão, ração peletizada, bebedouro errado. Cena de horror.

    Que fechem logo, pelo amor aos animais.