Reportagens
21 de outubro de 2009

46 dias – Ajuste o seu ânimo à burocracia da ONU

Nestes últimos dias não foram poucas as pessoas que indicaram que a conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague vai ser bem menos ambiciosa do que gostariam as organizações ambientais. O secretário-executivo da Convenção do Clima, Yvo de Boer, jogou um enorme balde de água fria em entrevista ao New York Times alegando que não haverá tempo suficiente para criar todo um novo acordo que abrigue as metas de redução dos gases de efeito estufa. Significaria isso que os diplomatas resolveram deixar o planeta assar no forno das mudanças climáticas? Não exatamente. As delegações de todos os países de alguma forma já colocaram na mesa as metas que podem assumir. O Brasil (quem diria) vai aparecer com as suas em breve. Obviamente o tamanho das metas continua sendo a questão central das negociações. Mas para chegar até lá é que está o problema. Antes de que se entre na discussão dos números, o que está mesmo colocando uma nuvem preta sobre Copenhague, é a estrutura política que vai reger as novas metas. Os países desenvolvidos , liderados pela União Européia, resolveram defender todo um novo acordo, ou seja, tudo que existia dentro do Protocolo de Kyoto deixaria de existir depois de 2012, ou na melhor das hipóteses, algumas das decisões seriam transferidas para este novo acordo. “Para ser mais coerente, acho que  faz sentido ter apenas um acordo que junte todas as maiores economicas do planeta”, defende o analista do Pew Center on Global Climate Change, Elliot Diringer. Isso no entanto não é o que pensam as nações emergentes, que sempre defenderam a negociação de Copenhague em dois trilhos. Ou seja uma conversa sempre dentro do Protocolo de Kyoto, e outra fora, na Convenção da ONU, onde no caso se estabeleceriam novos mecanismos, como a compensação por desmatamento evitado. Pergunto a Diringer, se isso não vai acabar travando o acordo de Copenhague. Ele diz que a questão é que talvez essa nova estrutura política seja o próprio resultado de Copenhague. O detalhamento das metas só virá mesmo depois. Mas isso não é muito pouco para COPENHAGUE? “Eu nunca esperei muito mesmo”, diz o analista. Leia carta com propostas do Pew Center for Climate Change para a COP 15

Por Gustavo Faleiros
21 de outubro de 2009
Reportagens
21 de outubro de 2009

O boi continua pirata

Aval federal para criação de gado em unidade de conservação provoca resposta do Ibama. Mas moradores insistem na redução de 70% da área da Floresta Nacional do Jamanxim (PA).

Por Andreia Fanzeres
21 de outubro de 2009
Salada Verde
21 de outubro de 2009

Clima é problema para Stephanes

Ministro disse hoje que clima é responsável por quebra na produção de trigo. Poderia reconhecer fragilidade do agronegócio frente ao aquecimento global e parar com ataques ao Código Florestal.

Por Salada Verde
21 de outubro de 2009
Salada Verde
21 de outubro de 2009

De bike pelo Andes

Aos 27 anos, engenheiro brasileiro Ruddy Proença já pedalou mais de oito mil quilômetros, explorando o continente sul-americano e realizando escaladas em rocha em mais de vinte pontos.

Por Salada Verde
21 de outubro de 2009
Notícias
20 de outubro de 2009

Preciosidade ameaçada

  Desmatamento de matas de araucária continua a todo vapor no sul do país, onde impunidade estimula venda da madeira, cada vez mais rara e, por isso, mais cara. Atualmente, remanescentes somam apenas 0,4% da cobertura original.

Por Andreia Fanzeres
20 de outubro de 2009
Salada Verde
20 de outubro de 2009

Bolada de alto impacto

Investimentos anunciados pela Vale para 2010 servirá basicamente a expansão de atividades altamente impactantes no país. Menos de 8% para proteção ambiental.

Por Salada Verde
20 de outubro de 2009
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