Os rinocerontes-brancos já ocuparam boa parte da África. Pinturas rupestres mostram que a espécie ocorria no que é hoje o Saara há poucos milhares de anos e até o século XIX a espécie ocorria, em duas populações distintas, no sul da África e nas savanas abertas do Sudão, norte do antigo Zaire (hoje República Democrática do Congo), Uganda e adjacências. Enquanto os rinos sul africanos conseguiram sobreviver à quase extinção graças a proteção e manejo sérios, seus primos do norte foram reduzidos a míseros oito exemplares, todos em cativeiro, graças às guerras civis, ao mercado de chifres e à ausência generalizada de governo naquela parte do mundo. Quatro dos sobreviventes, que eram mantidos em um zoo na República Checa, onde não mostravam interesse em produzir rinocerontezinhos, foram translocados para uma reserva no Quênia, onde se espera que o clima e paisagem os estimulem. Esta é uma tentativa desesperada de manter viva esta subspécie distinta.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Brasil tem mais de 3,7 mil plantas ameaçadas de extinção
Lista atualizada pelo Ministério do Meio Ambiente alerta para aumento do grau de ameaça do pau-brasil e para possível extinção de duas plantas da Mata Atlântica →
Proteger a biodiversidade exige conectar territórios
Brasil levou a COP 17 da Biodiversidade proposta que reforça necessidade de investir em corredores de biodiversidade e redes ecológicas que não se limitem às áreas protegidas →
MMA abre inscrições para sete vagas da sociedade civil na Comissão Nacional de Biodiversidade
Organizações ambientalistas podem se inscrever até 8 de novembro para participar da eleição de representantes no colegiado durante o biênio 2027–2028 →
