Desaquecimento do mercado, elevação de preços nos postos de combustíveis e prejuízos a lavouras e colheitas com chuvas excessivas devem evitar o avanço da cana no pantanal do mato grosso do sul, ao menos por enquanto. Esta é a avaliação de Alessandro Menezes, diretor do instituto SOS Pantanal, frente à aprovação pela Assembléia Legislativa daquele estado de um zoneamento que permite cultivos e instalação de usinas de cana na planície pantaneira e bacia do alto rio Paraguai. “Investimentos devem ser freados na região, por enquanto”, disse.
Deputados de oposição ao governo André Puccinelli preparam ações contra a legislação aprovada e publicada no apagar de 2009. O Ministério do Meio Ambiente também avalia a decisão e deve ingressar na justiça contra a mesma, por conflitos com normativas federais.
Os ambientalistas querem aproveitar o foco sobre o Pantanal para abrir o leque do debate para outras ameças ao bioma, como mineração, queimadas, turismo e pesca desregrados. Há muito pano para manga.
Saiba mais:
Em cartaz, Puccinelli
Pressão por cana no Pantanal Herdeiros da guerrilha pantaneira
Tempo quente na planície alagada
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