Além de atender as áreas de criadouro e de mostra, o hospital presta socorro a animais do Parque Nacional do Iguaçu, mais comumente em casos de atropelamento. Atua também em parceria com instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jaboticabal, a Associação Mata Ciliar, de Jundiaí (SP), e o Zôo de São Paulo. Todos eles, em projetos de monitoramento de animais em vida selvagem e reprodução em cativeiro.
Além do médico-veterinário, Itaipu mantém no refúgio dois biólogos, um técnico, um auxiliar e mais três estagiários. A equipe é completada pelo pessoal terceirizado, incluindo 22 funcionários da empresa Ecocity, de Santa Terezinha de Itaipu (PR), especializados no tratamento e limpeza dos animais, e um veterinário que cuida do “cardápio” dos bichos.
Com 1.920 hectares, o refúgio recebeu investimentos de US$ 2 milhões nos últimos três anos. O complexo é resultado de ações que começaram praticamente com a construção de Itaipu, em 1978, com o resgate dos animais da área a ser inundada pelo reservatório. Moraes conta que, em 1988, veio de São Paulo para participar da reestruturação dos projetos de fauna da binacional e acabou ficando. “O que me levou a aceitar trabalhar aqui foi a possibilidade de começar um projeto com a conservação e criação de animais silvestres praticamente desde sua concepção”.
* Romeu de Bruns Neto é jornalista formado pela UFPR. Trabalhou como repórter especial da Gazeta do Povo. Vencedor do Prêmio Esso Regional Sul 2000, atualmente colabora com reportagens para as revistas Amanhã (do Rio Grande do Sul) e Idéias (do Paraná). O repórter viajou a convite da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
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