O presidente da ong, Luis Fernando Silva da Rocha, explica que não existem cavernas mais importantes do que outras. A necessidade de conservá-las obedece ao princípio da precaução. “No Brasil, as cavernas ainda são pouco estudadas. Muitas contêm registros fósseis que acabam se perdendo com a ação do homem”, lamenta Luis Fernando. Podem guardar, por exemplo, restos de animais pré-históricos. Em 1978, foi descoberto o esqueleto de uma preguiça gigante em uma caverna na mesma região de Lancinha. Registros desse tipo de fóssil são raros no Paraná: até hoje, foram apenas seis. Três deles em cavernas.
Além disso, toda caverna serve como registro da evolução do relevo e do clima locais. As marcas ficam “congeladas” nas paredes e vêm permitindo o desenvolvimento de novas disciplinas, como o estudo do paleoclima.
O próximo passo é a realização de uma consulta pública, em outubro. Oliveira acredita que a criação efetiva da área de proteção integral deve sair do papel até o fim do ano.
No Paraná a maioria das cavernas conhecidas encontra-se em regiões calcárias, situadas em grande parte ao norte de Curitiba. Abaixo, as maiores do estado.
* Romeu de Bruns Neto é jornalista formado pela UFPR. Trabalhou como repórter especial da Gazeta do Povo. Vencedor do Prêmio Esso Regional Sul 2000, atualmente colabora com reportagens para as revistas Amanhã (do Rio Grande do Sul) e Idéias (do Paraná).
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