Enfim…podemos mesmo chamá-lo de um corredor ecológico? Ou seja, esse mosaico, essa paisagem que compõe as áreas limítrofes e ao longo do principal eixo do rio Paraná possibilitam mesmo o trânsito e o fluxo gênico das espécies sem comprometer a viabilidade das suas populações no longo prazo? A resposta parece ser SIM. Fazendo uma comparação, relativa às outras áreas mais distantes do eixo do rio Paraná, o corredor parece ter futuro! Existe sim um “quase contínuo” de áreas naturais, ainda não tão degradadas entre as proximidades do Parque Estadual do Morro do Diabo, no extremo oeste do Estado de São Paulo (porção mais norte do corredor) e o Parque Nacional do Iguaçu (porção mais sul do corredor). Entretanto, algumas lacunas, ou “buracos de dificuldades de trânsito para a fauna e flora regional” nos preocuparam ao longo de nossas observações durante a expedição. São esses:
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Legenda da Figura 1. Importantes Unidades de Conservação, remanescentes florestais e áreas prioritárias para a conservação do longo dos eixos do rio Paranapanema e Paraná, que compõem o corredor de biodiversidade do alto rio Paraná. Entre algumas visitadas durante todo o curso de nossas pesquisas (25) Parque Estadual do Morro do Diabo (SP); (26) Estação Ecológica de Caiuá (PR); (24) Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (MS); (29) Parque Nacional de Ilha Grande (PR); (9, 6, 15, 13, 10, 11) Maciços florestais, remanescentes de florestas e matas ciliares recompostas ao longo do reservatório de Itaipu Binacional. Círculos em vermelho representam as grandes lacunas de conectividade detectadas pela expedição, ao longo do Corredor de Biodiversidade do Alto Rio Paraná. (Mapa adaptado de Di Bitetti et. al. 2003).