Reportagens

Esquimós: vivendo o aquecimento global

Em passagem por SP, líder esquimó contou que, desde 1960, geleira na Groenlândia retrocedeu cerca de três quilômetros. Anos sucessivos de calor recorde criaram perigosos rios de degelo.

Redação ((o))eco ·
20 de agosto de 2008 · 18 anos atrás

No verão de 1963, quando a expressão “aquecimento global” era ainda insípida, dois jovens caçadores esquimós perceberam que, do alto de uma das grandes geleiras da Groenlândia, vertia um rio formado pelo degelo. Era o “Big Ice”, então com 7,5 quilômetros de extensão e 1,5 quilômetros de altura, que começava a derreter.

Esquimó Angaangag (Foto: Divulgação)
Esquimó Angaangag (Foto: Divulgação)
Segundo eles, ninguém mais pode parar o degelo. “Teríamos, por exemplo, que parar de guiar por muitos anos, e isso não vai acontecer”, diz Angaangag. Para as comunidades de esquimós, é tarde demais. O que resta fazer é rezar, pedindo para que o coração dos homens também se “derreta”, e o resto do planeta não fique tão comprometido quanto a Groenlândia.

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