Um estudo feito com gado australiano mostou que a carne produzida a partir de animais confinados é responsável pela emissão de menos gases de efeito estufa se comparada à similar proveniente do gado solto no pasto. A constatação foi divulgada no jornal Environmental Science and Technology como uma novidade, já que se costuma acreditar que o confinamento demanda mais custos e energia. A análise apontou que são necessários 9.9 quilos de carbono equivalente (CO2e) para produzir um quilo de carne do animal confinado (alimentado com ração), enquanto o gado de pastagem requer 12 quilos de CO2e para fornecer a mesma quantidade. O estudo levou em consideração os custos de alimentação e transporte na cadeia produtiva. Segundo um dos autores, outra importante razão para a melhor performance quanto às emissões é que o gado que se alimenta de ração faz uma digestão mais eficiente e isso está associado a menos emissões de metano.
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