O jornal inglês Independent publicou hoje um artigo anunciando a constatação de pesquisadores sobre o rápido aumento da concentração de metano na atmosfera nos últimos três anos (2007, 2008 e 2009). O gás é considerado muito mais perigoso do que o dióxido de carbono (CO2) no processo de aquecimento global porque é capaz de reter bem mais o calor do sol, apesar de se acreditar que ele suma rapidamente na atmosfera, ao se quebrar. Agora, uma das maiores preocupações gira entorno das imensas quantidades de metano presas na região ártica em forma de tundra congelada, que estão sendo liberadas na medida em que a zona bate recordes de derretimento em função do aumento de calor.
É como um ciclo vicioso, em que mais calor provoca mais derretimento, e, com isso uma maior liberação de metano. Como consequência, ainda mais aquecimento. Cientistas dos maiores centros de pesquisas climáticas do mundo acreditam que este fenômeno aconteceu no final da última era glacial, que se encerrou em questão de décadas.
Além da liberação do gás pelo derretimento do gelo nas altas latitudes, o gás metano é emitido através da decomposição orgânica, na produção de combustíveis, na agricultura, na pecuária. Os níveis globais de metano na atmosfera estão na casa de 1.790 partes por bilhão (ppb). Em 1984, quando as medições começaram, estavam em 1.630ppb e vêm subindo desde então.
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