O governo anunciou os primeiros dados sobre o desmatamento na Amazônia no ano, com base no Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), capaz de enxergar a devastação na floresta a uma distância de 250 metros. Com uma resolução tão baixa, os números não servem para contabilizar o desmatamento oficial na Amazônia, mas são um primeiro indicativo da necessidade de intervenção da fiscalização em áreas prioritárias. Dos 208,2 quilômetros quadrados desmatados observados em janeiro e fevereiro de 2010, Mato Grosso concentrou 69% dos alertas, seguido por Roraima, com 13%.
Os outros estados registraram ocorrências bem menos significativas, mas isso não quer dizer que não tenha havido desmatamentos. Apenas que existia grande cobertura de nuvens sobre eles, que impediram a avaliação por satélite nesse período chuvoso. Em 86,5% das áreas observadas houve corte raso, ou seja, a remoção completa da floresta. O restante dos alertas confirmados, equivalentes a 97% dos casos, foi constatada degradação progressiva da floresta em diversos estágios.
Leia o boletim do INPE sobre os dados do DETER de janeiro e fevereiro aqui.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
“ANTA – o filme” leva às telas o maior mamífero terrestre da América do Sul
Documentário celebra 30 anos da pesquisa liderada por Patrícia Médici, acompanha o trabalho da INCAB na conservação das antas e apresenta a importância da jardineira da floresta →
Copa do Mundo das Áreas Protegidas: Grupo H
Espanha lidera o favoritismo esportivo e na conservação; Arábia Saudita mostrou pouco em campo, mas ficou em segundo lugar quando o assunto é área protegida →
Coexistência humano-fauna: uma agenda para além da conservação
O futuro da biodiversidade depende menos de separar pessoas e natureza e mais sobre aprender a governar as relações entre elas →

