Manaus – O governo do estado do Amazonas vai combater as queimadas em dois fronts, que incluem o total de 23 municípios, conforme o planejamento divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) e o Corpo de Bombeiros. Uma sala de situação, para coordenar as ações, está sendo montada no Comando do Corpo de Bombeiros em Manaus.
Em municípios do entorno de Manaus e Calha do Rio Amazonas, a operação Céu Limpo contará com 72 técnicos e pretende evitar as emissões de fumaça, que no final do ano passado encobriram a capital do estado. No sul do Estado, 48 técnicos vão trabalhar na operação Sul Mais Verde, que terá uma base no município de Apuí, para atender também outros seis municípios da região.
Até o dia 28 de julho, tinham sido detectados 264 focos de calor no sul do estado e 86 na região metropolitana de Manaus. Equipes do departamento de inteligência do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) já percorrem áreas onde foram detectados focos de calor e cruzam as informações com os licenciamentos emitidos pelo próprio instituto. A SDS atua também em programas de educação ambiental e investe em equipamentos para as brigadas. Dos 23 municípios incluídos, apenas 10 têm brigadas organizadas.
Segundo informações da SDS, no ano passado foram confirmados 914 focos de calor no estado do Amazonas. Mais de um terço deste total, 37,2%, ocorreram em Assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Municípios incluídos nas ações A Ação Integrada de Combate às Queimadas 2010 está levando em consideração 23 municípios, sendo Manaus e os seguintes:
Região Metropolitana com acesso pela BR-319 – Autazes, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Manaquiri;
Região Metropolitana com acesso pela AM-010 – Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Itapiranga e Silves
Região Metropolitana com acesso pela AM-070 – Manacapuru e Iranduba
Região Metropolitana com acesso pela AM 352 – Novo Airão.
Região Metropolitana com acesso pela BR 174 – Presidente Figueiredo
Região Central – Maués e Parintins.
Régio Sul – Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Boca do Acre, Canutama e Lábrea.
(Vandré Fonseca)
Entrevista com Nádia Ferreira da Secretária do Desenvolvimento Sustentável do Amazonas
,
Entrevista com Graco Fregapani, presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM)
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Da COP28 às últimas negociações em Bonn: o lugar da cultura no regime climático da ONU
A transversalidade do termo, que abre espaço para pautas como diversidade e direitos humanos, segue impedindo avanços e tratando a cultura como secundária ou alternativa →
Reserva do IBGE no Distrito Federal é transformada em Estação Ecológica
Com a mudança, a reserva ecológica de 1,3 mil hectares no Cerrado que abriga mais de 4 mil espécies passará a ser gerida de forma integrada entre IBGE e ICMBio →
A quem serve um projeto que impede o Estado de agir contra crimes ambientais?
Embargos, apreensões, interdições e demais medidas cautelares não existem para punir. Existem para interromper o dano enquanto ele acontece →

