Muitos por aí generalizam afirmando que “povos tradicionais” vivem em harmonia com a natureza e não causam impactos ambientais. É o raciocínio adotado por aqueles que acham que índios, quilombolas, caiçaras, seringueiros, ribeirinhos e a vasta seleção de “tradicionais” deve ser mantida em Unidades de Conservação ou, como querem alguns, estas devem virar quilombos e similares. A suposta vida harmônica não é algo baseado em fatos, como uma pilha de estudos científicos mostra. O mais recente mostra como a civilização Nazca do litoral do Peru (aquela das linhas que uns acreditam terem sido feitas por alienígenas) colapsou em parte graças à desertificação resultante da destruição dos bosques de huarango, uma das poucas espécies de árvore capazes de viver no deserto de Atacama.
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