Para quem ainda acha que as alterações do clima não trarão prejuízos à agricultura e outras atividades humanas, basta conferir a informação divulgada hoje pelo governo. Lavouras de soja no norte e oeste do Paraná, norte de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul apresentaram florescimento precoce e baixo crescimento.
Conforme avaliação da Embrapa, o problema está relacionado a um aumento de cerca de 3ºC nas temperaturas mínimas das regiões atingidas. Em Ivaiporã, centro-norte do Paraná, no mês de novembro foram registrados dezoito dias com a temperatura mínima igual ou superior a 19ºC. Por outro lado, em doze dias a temperatura máxima superou a marca dos 30ºC. Já em Dourados (MS), a temperatura máxima superou os 33ºC, em 23 dias, e a mínima foi maior que 22ºC, durante 26 dias. Os patamares levantados ficaram 10% acima das máximas e mínimas das regiões. Uma nota técnica sobre o fenômeno pode ser conferida aqui.
Problemas como esse deveriam servir de alerta sobre o tamanho do pepino climático que surgirá em países agrícolas como o Brasil e como inspiração política à contenção de emissões de gases-estufa com freio no desmatamento e outras fontes de poluição.
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