Boa parte da África viveu uma seca catastrófica no ano passado e, no Quênia, esta reduziu as populações de zebras e gnus do Parque Nacional Amboseli a 1/3 e 1/4 de seu nível anterior, respectivamente. O resultado é que leões famintos começaram a predar o gado ao redor do parque, sendo mortos pelas populações locais. Em 2009, se estimava que cem leões estavam sendo mortos no país a cada mês devido a conflitos com criadores de gado, especialmente povos tradicionais como os Masai. Para resolver o problema o Kenya Wildllife Service (KWS) está realizando a translocação de 7 mil zebras e gnus para Amboseli a fim de restaurar as populações locais e evitar que os leões entrem em conflito com fazendeiros. Ao mesmo tempo, o KWS está trabalhando com as populações locais para implantar medidas como currais à prova de predadores e outras que compatibilizem a pecuária com a presença de predadores. Aqui no Brasil, não se consegue nem reintroduzir os queixadas extintos pelos caçadores no Parque Nacional do Iguaçu.
Saiba mais:
Somem catetos e queixadas, onças também
Lula e as savanas africanas
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