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Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, órgão responsável pelo Instituto de Botânica, três homens armados entraram na biblioteca disfarçados de estudantes e fizeram consultas no computador. Logo depois, anunciaram o assalto. Sete pessoas foram rendidas pelos bandidos: dois vigilantes, três bibliotecários e dois estagiários.
“Eles já sabiam o que queriam”, disse Vera Bononi, diretora do Instituto de Botânica, em entrevista ao Estadão. Durante a abordagem, os criminosos apontaram a arma para o bibliotecário Allan Freire de Lima e disseram que estavam ali por causa de uma encomenda internacional.
Foram levados até os livros e roubaram 11 volumes de Flora Fluminensis, publicada originalmente em 1827, escrita pelo frei José Mariano Velloso. Outros dois volumes das obras Sertum palmarum brasiliensium, de 1903, de João Barbosa Rodrigues, e Bambusees, de 1913, escrita por F.G. Camus.
As obras raras estavam guardadas em uma sala com chave. A segurança havia sido reforçada porque, no ano passado, um ofício enviado pela Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro informava que detentos de um presídio fluminense tinham uma lista de obras raras de botânica a serem roubadas. As conversas foram interceptadas pelos federais e repassadas aos diretores do Instituto de Botânica de São Paulo.
A 83.º DP (Parque Bristol) está investigando o caso. O Instituto de Botânico divulgou número de contato para quem tiver informações sobre o paradeiro das obras. Basta ligar para os telefones (11) 5073-2860 e (11) 8787-1414.
Nas obras roubadas estavam retratadas plantas das primeiras expedições feitas no Brasil.
Saiba mais
O livro Flora Fluminensis está digitalizado no site da Biodiversity Heritage Library (BHL) e pode ser visto aqui
O livro Sertum palmarum brasiliensium também está digitalizado no site, assim como o Bambusees
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