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Petrobras não poderá usar rio Guaxindiba para transporte

Carlos Minc probiu a petrolífera de usar o rio que corta Área de Proteção Ambiental para transportar equipamentos pesados até o Comperj.

Redação ((o))eco ·
17 de janeiro de 2013 · 14 anos atrás
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Rio Guaxindiba (acima) não poderá ser usado como hidrovia pela Petrobras.
Rio Guaxindiba (acima) não poderá ser usado como hidrovia pela Petrobras.

Os equipamentos pesados da Petrobras destinados à construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) deverão achar outro caminho para chegar ao seu destino. Carlos Minc, secretário estadual do ambiente, colocou um ponto final no embate envolvendo a Petrobras e a administração da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim: a empresa não poderá usar o rio Guaxindiba como hidrovia.

“Nós não vamos autorizar a passagem pelo rio. O estudo inicial indicava tratar-se de uma pequena dragagem que não ia afetar muito o ecossistema da região, mas depois se viu que o projeto era muito maior – e realmente os reflexos poderiam trazer maiores implicações para o meio ambiente. Como a gente tinha licenciado o Porto de São Gonçalo e a estrada ligando o porto ao Comperj, achamos que os custos ambiental, social e político não compensavam”, disse Minc à Agência Brasil.

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A briga pelo uso do rio é uma novela antiga: Como o rio Guaxindiba fica dentro dos limites da unidade de conservação APA de Guapimirim, a Petrobras queria usá-lo para a navegação de embarcações de transporte de equipamentos pesados. 

A licença para a construção do Complexo Petroquímico não permite que a Petrobras use as estradas convencionais para transportar equipamentos pesados vindos do Porto do Rio que precisam chegar até o Comperj. Do Rio, os equipamentos seguirão até o porto que está sendo construído em São Gonçalo e de lá para o Comperj, que fica em Itaboraí.

A única saída era construir uma estrada que ligasse o porto de São Gonçalo à cidade vizinha. Em vez disso, a Petrobras pensou em outra alternativa. Entrou com um pedido na Secretaria Estadual do Ambiente para transportar os equipamentos através do rio Guaxindiba , alegando que essa era a única saída para cumprir os prazos das obras do Comperj.

Acontece que para usar a rota do rio Guaxindiba, seria necessário uma obra de dragagem que afetaria os manguezais da região e o ecossistema ainda preservado.

As sucessivas negativas de Breno Herrera, chefe da APA de Guapimirim, de apoiar a Petrobras a utilizar o rio quase lhe custaram o cargo. Em abril do ano passado, um boato envolvendo a sua exoneração provocou um protesto de ambientalistas em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio foi feito. Aparentemente, deu certo. O governo negou que pretendia demiti-lo.

A exoneração acabou acontecendo, a pedido do próprio Breno, em outubro do ano passado. Mas não a troca de comando não significou, como temiam, a mudança da decisão de negar o acesso ao rio.

Agora, com a decisão da Secretaria Estadual do Ambiente, a Petrobras deverá levar à frente a construção da estrada, que, segundo nota da empresa, deve ficar pronta em 2014.

*Texto atualizado e corrigido no dia 21/01, às 23h45, com ajustes feitos a partir da observação do leitor Chato de Galocha.

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