
Mesmo conhecendo o problema, órgãos ambientais não têm se movimentado com a força esperada para proteger espécies ameaçadas e evitar impactos diretos e indiretos ao turismo e a possibilidades de desenvolvimento sustentável regional.
“As usinas afetarão o ecoturismo, o turismo de aventura e o modo de vida de pessoas. As barragens são projetadas em corredeiras adequadas para o rafting. Se continuar assim, uma hora não haverá mais rios disponíveis”, ressaltou Maurício Martins, da Itakamã, agência de turismo que aproveita as belezas de Veadeiros.
Como as usinas estão fora das doze unidades de conservação regionais, de início o ICMBio jogou a batata-quente no colo do Ibama recomendando maior atenção ao licenciamento das barragens. A área de espécie ameaçadas do órgão deveria agir, já que não há “ação mitigadora” que salve animais extremamente sensíveis como o pato-mergulhão (foto). Entidades civis que têm pleiteado posicionamento mais firme do órgão não descartam denúncias ao Ministério Público Federal.
Na área de influência das pchs ficam o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a Área de Proteção Ambiental do Pouso Alto e as RPPNs Cachoeira das Pedras Bonitas, Campo Alegre, Vale dos Sonhos, Mata Funda, Vale Encantado da Cachoeira dos Cristais, Escarpas do Paraíso, Vita Parque, Cara Preta e Parque da Capetinga.
Proprietários de terras na região tem sido assediados para vender seus lotes em áreas onde podem ser plantadas usinas e seus reservatórios. Outros já venderam.
Confira aqui documentos úteis para a audiência pública:
Estudo Integrado da Bacia Hidrográfica do Rio Tocantinzinho (PDF, 12Mb)
Plano de Ação para a Conservação do Pato-mergulhão / Ibama, 2006 (PDF,2Mb)
Saiba mais:
Pato ameaçado por energia limpa
Leia também
70 projetos nocivos ao meio ambiente tramitam atualmente no Congresso
Organizações da sociedade civil mapeiam projetos do chamado “Pacote da Destruição”. Retrocessos ambientais tendem a avançar de forma acelerada em 2026 →
O alto-mar não é mais terra de ninguém
Acordo global para proteção do oceano entra em vigor; desafio agora é a implementação e ela precisa ser baseada em evidência científica →
Pantanal registra redução de 65% no desmatamento em 2025, indica INPE
Instituto também divulgou dados consolidados do desmatamento na Amazônia e confirmou menor valor em onze anos; variação entre a taxa estimada e consolidada foi de apenas 1% →





