O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (02) que, embora já tenha em mente pelo menos oitenta por cento dos integrantes de sua equipe ministerial, fará o anúncio oficial sobre a estrutura e os nomes que irão comandar as pastas apenas após o dia 12 de dezembro, quando será diplomado para assumir, em janeiro, o cargo de presidente da República.
Lula esclareceu também que deverá manter os mesmos Ministérios de seu segundo mandato (eram 24, somado às 15 secretarias com status de ministério), finalizado em 2010, acrescentando, apenas, o órgão responsável pelos povos originários.
Em relação a este, detalhou que está sendo discutida a possibilidade de que o órgão que lidará com as políticas dos povos originários seja uma Secretaria Especial, com status de ministério, como foi com a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM) em sua gestão. O órgão terá espaço proporcional à importância dos povos indígenas para a preservação do meio ambiente e o enfrentamento da crise climática, o que segue em discussão com as lideranças indígenas presentes na equipe de transição.
Está marcada para o dia 11 de dezembro a entrega final dos relatórios das equipes temáticas de transição do governo. Até lá, Lula explicou que estará estudando formas de criar um time com as pessoas que estiveram ao seu lado durante o processo de campanha, mas que segue em diálogo também com partidos de oposição. Seu principal objetivo, destacou, é realizar um governo priorizando a melhoria de vida das populações mais pobres, com olhar atento ao aumento da produção de alimentos e o combate à fome.
Ele deixou claro, porém, que Gleisi Hoffmann não assumirá nenhum Ministério e seguirá cumprindo o seu papel como presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT).
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
O risco ecológico silencioso do Vale do Ribeira
Transferir volumes crescentes de água do Vale do Ribeira não resolve a crise da Região Metropolitana de SP, apenas desloca a pressão ambiental para uma das regiões mais preservadas do país →
Falhas no financiamento dificultam adaptação climática da pecuária familiar em Sergipe
Com assistência técnica esporádica e sem recursos prometidos pelo governo, pecuaristas familiares sergipanos usam tecnologias sociais e ação coletiva para produzirem →
O risco de contaminação dos mananciais que abastecem Curitiba
A água que abastece milhões de paranaenses, uma APA de papel e a ameaça silenciosa dos agrotóxicos são o tema do primeiro episódio do podcast Ventre das Águas →

