Vídeos

Comperj pressiona órgãos ambientais para usar Guaxindiba

Complexo Petroquímico quer usar rio da APA Guapimirim para transporte de equipamentos pesados. Chefe da APA resiste e pode ser derrubado.

Redação ((o))eco ·
27 de junho de 2012 · 9 anos atrás



Clique para ampliar

Por meio de um Relatório Ambiental Simplificado, o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) solicitou ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA), uma licença para passagem temporária de embarcações pelo Rio Guaxindiba, localizado dentro da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim. O objetivo seria transportar equipamentos especiais que estão no Porto do Rio de Janeiro até o empreendimento. 

Ambientalistas, pesquisadores e pescadores rejeitam a proposta devido aos riscos incorridos na dragagem do rio Guaxindiba. O processo é necessário para que as embarcações possam passar. Entretanto, como o rio é poluído, revolver seu leito pode liberar metais pesados ali acumulados. De pronto, isso prejudicaria a atividade pesqueira da região e modificaria as marés, afetando os manguezais.

O assunto esquentou e gerou protestos em frente à Alerj quando circulou em redes sociais que Breno Herrera, chefe APA Guapimirim, seria exonerado do cargo por se opor ao uso do Guaxindiba.

A Licença Prévia do Comperj determina que os rios da APA Guapimirim e da Estação Ecológica da Guanabara são invioláveis. Portanto, trafegar no Guaxindiba sem um Estudo de Impacto Ambiental violaria as condições aceitas pelo próprio empreendimento.

A alternativa já aprovada é a construção de um pequeno porto, no município de São Gonçalo, e uma via de acesso, que ligaria este porto ao Comperj. A Petrobrás argumenta que colocar em prática essa opção é demorado demais e, por isso, por enquanto, prefere usar o rio como hidrovia.

Leia também

Notícias
22 de outubro de 2021

“Adote um ninho”: Conheça a campanha para a preservação dos papagaios brasileiros

Campanha busca incentivar a proteção dos papagaios por meio da construção de ninhos artificiais para suprir a falta de cavidades naturais, que estão diminuindo por conta do desmatamento

Análises
22 de outubro de 2021

Por uma nova onda de soluções para a resiliência e a saúde do oceano

Estudo do FMI estima que 8 milhões de toneladas de lixo plástico acabam no mar todos os anos, sendo 80% provenientes do continente. Se não mudarmos esse quadro, o oceano terá mais lixo do que peixes até 2050

Salada Verde
21 de outubro de 2021

Polícia Civil do Maranhão prende um dos homens que matou onça preta e se gabou nas redes sociais

Corpo do animal abatido foi filmado por três homens, que comemoraram o feito. O homem preso também será multado pelo Ibama.

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Comentários 2

  1. MARLI ALVES PEREIRA VASCONCELLOS diz:

    Não entendo o porquê esconder o rosto do homem, adulto!! Ele mostrou a cara nas redes sociais!! É preciso identificar criminosos.


    1. JOCEMIR VIEIRA JUNIOR diz:

      Verdade.
      E um ano e seis meses é muito pouco pra esse tipo de crime!