O Eco+ | Edição #274 | janeiro/2026
11 de janeiro de 2026
A cada serpente exótica que chega ao Butantan, o contribuinte brasileiro paga uma conta que deveria ser cobrada de traficantes internacionais e domésticos. Os pesquisadores Erika Hingst-Zaher, Vinicius Gasparotto e Silvia Regina Travaglia Cardoso, do Instituto Butantan contam em um texto em ((o))eco sobre o custo invisível do comércio legal e ilegal de serpentes. que vai da sobrecarga das instituições que recebem os animais apreendidos ao O preço do tratamento e da prevenção dos problemas
A Petrobras informou em nota nesta terça-feira (6) que a operação na Foz do Amazonas foi interrompida após um vazamento de fluido de perfuração ser identificado no último domingo (4). Segundo nota da Duda Menegassi, o incidente ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. De acordo com a Petrobras, o vazamento não representa dano ao meio ambiente e foi imediatamente contido.
André Ilha, que em 2002 assumiu a presidência do Instituto Estadual de Florestas (IEF-RJ) , conta, em ((o))eco, os bastidores sobre a história da Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba, criada durante o governo de Benedita da Silva (PT). Localizada em São Francisco de Itabapoana, no norte do Rio de Janeiro, a Unidade de Conservação protege um remanescente de floresta estacional semidecidual conhecida como Mata do Carvão.
Boa leitura!
Redação ((o))eco
· Destaques ·
O preço invisível do tráfico: quem paga a conta das serpentes exóticas no Brasil?
Vazamento de fluido paralisa perfuração na Foz do Amazonas
No final, deu certo!
· Conservação no Mundo ·
Direito de viver. Abelhas sem ferrão da Amazônia peruana se tornaram os primeiros insetos do mundo a receberem direitos legais, em uma conquista que seus defensores esperam que seja um catalisador para iniciativas semelhantes de proteção às abelhas em outros lugares. Criadas por povos indígenas desde os tempos pré-colombianos, as abelhas sem ferrão são consideradas polinizadoras essenciais da floresta tropical, sustentando a biodiversidade e a saúde do ecossistema. [The Guardian]
Cultivando corais. Por meio do cultivo de corais, a organização Efecto Arena plantou quase 10.000 colônias de corais duros do gênero Pocillopora no Pacífico mexicano e tem mais de 6.000 novas colônias crescendo em seus viveiros subaquáticos. A taxa de sobrevivência dos corais plantados até agora está entre 80 e 90 por cento. [Mongabay Espanhol]
· Dicas Culturais ·
• Para ver •
Comida Ancestral | SESC Digital
Com direção de Nicole Allgranti, o filme retrata vários momentos do preparo dos alimentos dos povos originários. Diversificadas formas de cozimento são praticadas com muitos elementos que provêm da natureza, enriquecida das plantas, caças e pescarias. Na maioria das vezes, cozinhas praticadas de forma coletiva com uma culinária tradicional e sagrada.
• Para ler •
Pensamento ecológico | Timothy Morton
Timothy Morton questiona a necessidade de conceitos fixos de “natureza” e “meio ambiente” para enfrentar a crise climática e, ao fazê-lo, apresenta uma síntese acessível de sua filosofia, introduzindo noções como “ecologia sem natureza”, “estranho estrangeiro”, “malha” e “hiperobjetos”. Articulando referências da filosofia com exemplos da poesia, das artes visuais, da música, do cinema e da cultura pop, que vai de Darwin a Blade Runner, de Wordsworth a Björk, de Levinas a Heidegger e Stanley Kubrick, Morton propõe redefinir o que entendemos por ecologia, argumentando que concepções tradicionais podem, paradoxalmente, intensificar a catástrofe ambiental. Em três capítulos, o autor explora as implicações filosóficas, estéticas e políticas da interconexão de todas as formas de vida em uma vasta malha, dissolvendo a separação entre o que chamamos de “natureza” e os domínios do artificial, do cultural e do consciente; Foi publicado no Brasil pela Quina Editora.
• Para ler •
Motel Mustang | Marcus Vinícius Rodrigues
O livro se baseia na destruição de um motel na capital baiana em 1989, quando numa madrugada de intensas chuvas trinta toneladas de terra desabaram sobre o prédio, matando nove pessoas, entre funcionários, donos e clientes. Naquele mesmo ano, foram registradas 45 mortes em decorrência das fortes chuvas em Salvador. O desabamento virou história popular, recontada de boca a boca. O livro resgata o acontecimento e reconstitui as histórias das vidas perdidas no motel.






