
Na manhã desta quarta-feira (07), a Praia de Moçambique, em Florianópolis, foi palco da soltura de mais 18 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus). Eles voltaram para o seu habitat natural depois de estarem sob os cuidados da Associação R3 Animal, através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM).
Todos os anos, com o início do inverno, os pinguins-de-magalhães saem de colônias na Patagônia, na Argentina, em busca de alimento. Ao acompanharem as correntes marítimas de água fria, esses animais acabam chegando em nossas praias, mas alguns não conseguem retornar às colônias de origem e acabam morrendo em nosso litoral. Os que sobrevivem, chegam cansados, debilitados, feridos, desidratados às praias, isso quando não estão doentes com pneumonia, por exemplo.
Ao apresentarem esse quadro de fragilidade, os bichos são resgatados e levados para os Centros de Reabilitação de Animais Marinhos, como é o caso do CePRAM.
Esta é a terceira soltura de pinguins-de-magalhães nesta temporada, totalizando 56 animais. Mas a associação R3 garante que esse número vai aumentar, pois 11 animais continuarão em reabilitação até que tenham condições de voltarem para casa.




Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Últimos dias de chamada para criação de curso de capacitação de gestores de UCs
Edital da UNESCO busca propostas de consultoria para desenvolver e ministrar curso semipresencial de capacitação de gestores públicos de unidades de conservação →
Pesquisa expõe risco de extinções em cascata entre morcegos e parasitas
Estudo aponta que espécies de moscas ectoparasitas correm risco de desaparecer junto com seus hospedeiros ameaçados →
Como uma árvore da época colonial se tornou esperança para um papagaio ameaçado
Com frutos que alimentam a ave e cavidades que servem de ninho, o guanandi ocupa um papel central na manutenção das populações de papagaio-de-cara-roxa →


É o show da natureza esses bichinhos acho lindo