Análises

Porto Instantâneo III

Redação ((o))eco ·
16 de maio de 2008 · 14 anos atrás

De Ed Ferreira

Cara Repórter Fabiane Madeira

A sua matéria intitulada “Porto instantâneo”, do último 06.05.2008, muito bem escrita do ponto de vista de quem está contra o Porto Sul, mas aqueles que buscam melhoria de vida para assegurar a empregabilidade e a qualidade de vida dos habitantes desta região, como eu, não temos como concordar.

Em primeiro lugar, nem todas as pessoas que estão fazendo este barulho contra o Porto Sul, não são pela causa ambiental simplesmente e sim porque este projeto trás qualquer tipo de contrariedade econômica, nada mais do que justo em um espaço democrático se a verdade prevalecesse.

Todos os mangues são por leis intocáveis dona Fabiane, isto é lei federal, e não será esta obra que irá fazer qualquer alteração pelo contrário, este projeto é o único tem condições de ajudar melhorar as condições ambientais do entorno como medidas mitigadoras.

Minha cara, a ordem é a seguinte: primeiro desapropria para assegurar o investimento, a lei constitucional garante isto ao Estado, segundo realiza os estudos de impactos para depois apresentar em audiência pública.

APA da Lagoa Encantada, que tem 157 mil hectares, foi ampliada para atender interesses do Município de Ilhéus que na época queria o pagamento do gasoduto que iria atravessas o município de Ilhéus na altura de Inema, e para abranger direitos ampliaram a APA até a nascente do Rio Almada em Almadina, na verdade acredito que envolve os municípios onde passa o rio ALMADA: Ilhéus, Itajuipe, Coaraci e Almadina, ou seja, são quatro e não sete como ilustra a jornalista.

“A área tem remanescentes de floresta atlântica em estágio avançado. No plano de manejo da APA são considerados áreas de proteção rigorosa, explica o diretor do Instituto Floresta Viva, Rui Castro”.

Quem lê desta forma acredita que o projeto irá destruir as reservas, pelo contrário a nova filosofia será a de recuperar as áreas, que os ambientalistas de última hora “especuladores”, alardeiam mais que nada fizeram de concreto, basta sobrevoar os manguezais de Ilhéus e verificar. Veja a Mata da Esperança, reserva de Ilhéus que nenhum prefeito toma uma iniciativa concreta para transformá-lo em um parque de estudos e lazer para os cidadãos. O Sr. Sergio Mendes viaja muito por esta região, procure qual a ação no ministério publico que existe impetrada por ele ou outra ONG qualquer contra a invasão dos manguezais.

Deixar de trazer desenvolvimento, empregos, riquezas para nossa região porque possivelmente uma ou duas baleias passam uma vez por ano enfrente o nosso litoral, chega até se irônico, não podemos fazer com o japonês que as matam para transformá-las em óleo, mas mudar a sua rota em nada afeta a sua perpetuação.

Quanto aos impactos visuais na faixa litorânea nada como um bom colírio não possa resolver.

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