Fotografia

Todas as tribos da Cúpula dos Povos

Longe do Riocentro e dos chefes de estado, a Cúpula dos Povos é aberta para todos. Para índios, para quem quer protestar, para quem quer dançar Maracatu

Victor Moriyama · Paulo André Vieira ·
21 de junho de 2012 · 14 anos atrás
Índios da tribo Kariri Xokó na Cúpula dos Povos. Foto: Victor Moriyama.

Enquanto o Riocentro é o lugar onde os chefes de estado se encontram, o Aterro do Flamengo é o espaço para a sociedade civil tratar dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados. A Cúpula dos Povos é aberta para todos. É aberta para aqueles que querem protestar contra a “morte da natureza”. Para os que querem dançar Maracatu. Para os moradores do Rio de Janeiro que presenciaram ainda jovens a Eco92, e hoje levam no colo, vinte anos depois, os pequenos cidadãos que irão herdar este mundo, os principais interessados no “futuro que queremos”. Tomado por índios de várias tribos do Brasil, como a Pataxó e a Kariri Xokó, e até mesmo de outros países da América do Sul, o Aterro do Flamengo é um espaço autônomo, plural, democrático, que respeita a diversidade, as diferentes formas de atuação. É um espaço para um encontro da cidadania.

Victor Moriyama esteve no Aterro do Flamengo e capturou através de suas lentes um pouco da diversidade que é a Cúpula dos Povos.

 

 

  • Victor Moriyama

    Victor Moriyama é um fotojornalista brasileiro baseado em São Paulo.

  • Paulo André Vieira

    Produtor Editorial formado pela UFRJ, atua em ((o))eco desde 2007 escrevendo sobre geojornalismo e cuidando da edição e gestão do site.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Análises
4 de setembro de 2026

A restauração na Amazônia começa a sair da meta e entrar na propriedade

O desafio atual é formar capacidades locais para que a recuperação da vegetação nativa tenha permanência, renda e governança

Reportagens
4 de setembro de 2026

Estudo revela  impacto da poluição do ar nas árvores da Mata Atlântica paulista

O intuito do estudo foi encontrar árvores resilientes à poluição do ar com potencial para o reflorestamento urbano

Colunas
4 de setembro de 2026

Entre a fartura e a escassez, o dinheiro não compra o que a floresta deixou de produzir

Somos todos dependentes dos mesmos ciclos naturais. As mudanças que ameaçam os modos de vida e a produção dos povos da floresta e do campo também afetará quem mora na cidade

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.