Notícias

Derrota

O Japão, quem diria, continua apanhando nas votações plenárias da 57ª reunião da Comissão Internacional de Baleias (CIB). Hoje, seu governo perdeu uma que considerava muito importante. O plenário votou contra o engavetamento da discussão sobre a criação de um santuário no Atlântico Sul. De quebra, pediu ao Japão que não aumente o número de baleias que o país mata todo o ano em nome da pesquisa científica. No ano passado, navios japoneses arpoaram cerca de 800 baleias escorando-se nessa regra da CIB, criada há 20 anos para permitir que populações nativas do Ártico, que caçam baleia de forma artesanal, continuassem com a atividade. O Guardian diz que o resultado das votações no encontro da CIB na Coréia do Sul indicam que, ao contrário do que se imaginava, o Japão não anda assim tão forte na diplomacia mundial em torno da baleia. O Financial Times destaca que os japoneses, apesar do pedido do plenário, vão dobrar a quota de baleias mortas todo ano pelas tais “razões” científicas.

Manoel Francisco Brito ·
22 de junho de 2005 · 21 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca. Foto: Simone Corrêa Becker / Wikimedia
Notícias
2 de julho de 2026

Câmara aprova regime de urgência para PL que reduz APA da Baleia Franca, em SC

Com isso, projeto de lei que exclui parte terrestre da Área de Proteção Ambiental (APA) no litoral catarinense pode ir direto ao Plenário para votação

Colunas
2 de julho de 2026

Quem nasceu primeiro: a ciência ou a ancestralidade?

Reconhecer os saberes tradicionais não é olhar para trás, mas compreender que uma sociobioeconomia justa e sustentável só se constrói quando ciência e ancestralidade caminham juntas

Notícias
2 de julho de 2026

Copa do Mundo das áreas protegidas: Grupo I

Bicampeã mundial e candidata ao título, a França também se destaca na conservação da natureza, com quase 7 mil áreas protegidas e parques

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.