Notícias

Águas explosivas

Talvez os religiosos estejam certos. Uma notícia no Le Monde diz que há vários lagos na África com gás carbônico e metano diluídos em suas águas. O fenômeno deve-se à natureza, em alguns lugares, e à ação do homem em outros. Pouco importa a fonte, o fato é que de vez em quando os lagos emitem quantidades suficientes de poluentes para matar homens e animais que vivem ao seu redor, como aconteceu nos anos 80 em Camarões. Um desses lagos, em Ruanda, está sentado sobre uma falha para onde um dia está previsto um imenso terremoto com direito a tudo que uma grande catástrofe pode ter, inclusive erupção vulcânica. Num lago cheio de metano e gás carbônico, dá para imaginar o grau do desastre que vai acontecer. Segundo o jornal, cientistas franceses estão propondo método para tirar de lá as duas substâncias e convertê-las para uso industrial. O governo de Ruanda ficou interessado. Entre matar os dois milhões de pessoas que vivem em torno do tal lago de uma vez, num grande terremoto, ou lentamente, pela gradual poluição doar, prefere a segunda hipótese. Quando o desastre vier, provavelmente os burocratas que tomaram a decisão nem mais vivos estarão.

Redação ((o))eco ·
17 de outubro de 2005 · 21 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Notícias
21 de setembro de 2026

Depois de 100 anos, ciência identifica nova espécie de felino na Bolívia

Animal batizado de “tilcayo” se assemelha a um gato-do-mato, mas prossegue rodeado de mistérios. É o primeiro felino descoberto desde o gato-do-pampa, em 1923

Análises
21 de setembro de 2026

Quem faz a coexistência entre pessoas e fauna silvestre acontecer?

Por que precisamos reconhecer, formar e apoiar gestores e gestoras de coexistência e entender seu papel na conservação de espécies em conflito com moradores

Análises
21 de setembro de 2026

Ariranhas em risco: como conciliar conservação e turismo de observação?

O Pantanal se consolida como destino mundial de observação de fauna, mas o crescimento do turismo ainda ocorre sem diretrizes e políticas claras

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.