Notícias

Do avesso

A Folha de São Paulo desta quinta-feira trouxe uma nota que só faz sentido se for lida integralmente. O título é completamente surtado: “Proteção demais faz mal a espécies”. O texto até que faz sentido. Quando uma espécie é alçada a um grau superior de proteção pela Convenção sobre Comércio de Espécies Ameaçadas (Cites), a tendência é que haja um aumento da extração (segundo um estudo publicado na “Nature”, de até 400%), pois os exploradores do bicho ou planta, prevendo dificuldades no futuro, preferem fazer estoque. Só que quem faz mal às espécies, ora bolas, são os caçadores e madeireiros. Não a sua proteção. Segundo a Folha, o grupo de cientistas autores do estudo defende que a Cites se preocupe menos com proibições e mais com vigilância.

Redação ((o))eco ·
31 de maio de 2007 · 19 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
31 de julho de 2026

Justiça determina que Rio incorpore clima no processo de licenciamento ambiental

Decisão estabelece prazo de 90 dias para que prefeitura passe a exigir de empreendimentos poluidores plano de mitigação de emissões e medidas de compensação

Salada Verde
31 de julho de 2026

Quase 600 áreas protegidas da Amazônia não registraram desmatamento no primeiro semestre

Mais de 80% das áreas protegidas do bioma não apresentaram desmatamento entre janeiro e junho deste ano, segundo o Imazon. É o melhor desempenho dos últimos 8 anos

Colunas
31 de julho de 2026

A Era do Fogo: o alerta que vem da França

Os incêndios franceses demonstram que capacidade técnica e econômica, embora indispensáveis, não garantem proteção quando os ecossistemas perdem resiliência

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.