As cidades portuárias dos Estados Unidos e sul do Canadá vão poder respirar melhor a partir do ano que vem. Pouco antes do Natal, a Agência Ambiental Americana (EPA, na sigla em inglês) finalizou uma regra mais dura para emissão de poluentes pela queima do diesel usado em navios de bandeira americana. A regra da EPA também faz parte de uma estratégia internacional para reduzir as emissões de óxidos nitrosos (NOx) e material particulado fino provenientes de navios de grande porte, como os de carga e petroleiros.
Uma vez que a lei esteja totalmente implementada, espera-se alcançar redução de 80% nas emissões de NOx e 85% no material particulado fino, apesar do aumento previsto no tráfego marítimo. O custo estimado para implementação das novas regras é de US$ 3 bi, mas os benefícios à saúde da população local chegam a 270 bilhões de dólares, estima a agência. Em março de 2010, a EPA está prevendo uma votação para decidir se a lei deve valer para todos os navios que trafegam na área, sejam eles nacionais ou estrangeiros. Os poluentes emitidos pela queima do diesel são responsáveis por causar sérias doenças pulmonares, diminuir a capacidade respiratória e a resistência às infecções respiratórias.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
À espera de um filhote de harpia
Saga de sete dias para capturar o filhote na Mata Atlântica baiana permite instalação de transmissor que ajudará a coletar dados inéditos sobre a espécie →
O que a invasão dos javalis nos ensina sobre o princípio da precaução
Quando os princípios ambientais recomendam cautela, avaliação prévia dos riscos e mais estudos, muitos provavelmente enxergam tais exigências como entraves burocráticos ao desenvolvimento →
BR-163 acelera exportações de soja, aumenta emissões de poluentes e aquece esquemas do mercado de carbono
Da história da construção da rodovia aos impactos atuais dos caminhões na saúde respiratória, as emissões movimentam a compra e venda de créditos de carbono “opacos” entre os estados do MT e PA →
