Notícias

O lixo que São Paulo bebe

Lixo e mal cheiro ainda tomam conta da represa de Guarapiranga. Moradores vizinhos reclamam que prefeitura demora para fazer coleta  e lixo volta para as águas.

Redação ((o))eco ·
1 de março de 2010 · 16 anos atrás

Neste final de semana, a reportagem de O Eco participou de um passeio na represa de Guarapiranga (região sul de São Paulo), um dos principais reservatórios da região metropolitana, responsável por abastecer quase 4 milhões de pessoas da Grande São Paulo. A imagem não poderia ser mais desoladora: o local, que além de fornecer água para a população tem grande potencial turístico, está tomado pelo lixo. O cheiro é forte, principalmente perto das margens, e o acúmulo de materiais boiando toma a paisagem. Todos os dias são recolhidos 80 sacos de 100 litros de lixo das margens do manancial. Resultado da falta de uma coleta eficiente e da má educação das pessoas , que ainda jogam seus lixos nas ruas. Esta montanha de sacos da foto é resultado de apenas duas semanas de coleta. Moradores vizinhos à represa ainda fazem uma nova denúncia: não são raras as vezes que a prefeitura demora em vir recolher os sacos e, com as chuvas e a cheia da represa, eles acabam voltando para as águas.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Reportagens
23 de julho de 2026

À espera de um filhote de harpia

Saga de sete dias para capturar o filhote na Mata Atlântica baiana permite instalação de transmissor que ajudará a coletar dados inéditos sobre a espécie

Análises
23 de julho de 2026

O que a invasão dos javalis nos ensina sobre o princípio da precaução

Quando os princípios ambientais recomendam cautela, avaliação prévia dos riscos e mais estudos, muitos provavelmente enxergam tais exigências como entraves burocráticos ao desenvolvimento

Reportagens
23 de julho de 2026

BR-163 acelera exportações de soja, aumenta emissões de poluentes e aquece esquemas do mercado de carbono

Da história da construção da rodovia aos impactos atuais dos caminhões na saúde respiratória, as emissões movimentam a compra e venda de créditos de carbono “opacos” entre os estados do MT e PA

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.