Notícias

Protesto de globais contra Belo Monte chega à Brasília

Integrantes do Movimento Gota D´Água, que reuniu 1.35 milhões de assinaturas contra Belo Monte teve audiência com secretário-geral da Presidência da República e ministra do Meio Ambiente.

Karina Miotto ·
21 de dezembro de 2011 · 11 anos atrás
Movimento Gota D´Água durante reunião em Brasília. Foto: Salete Hallack
Movimento Gota D´Água durante reunião em Brasília. Foto: Salete Hallack
Ontem, 20, integrantes do Movimento Gota D’água foram a Brasília entregar a petição que reuniu, em um mês, mais de um milhão de assinaturas contra a construção da hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. Na companhia de representantes do Movimento Xingu Vivo para Sempre e da ONG Humanos Direitos, participaram de audiência com Gilberto Carvalho, secretário-geral da presidência da república, Edison Lobão, ministro de minas e energia e Izabela Teixeira, ministra do meio ambiente. Apesar de terem sido recebidos, o governo não dá sinais de que pretende interromper o andamento da usina.

“Estamos felizes em termos começado um diálogo com o governo. Este foi um passo muito importante, embora não haja disposição para interromper as obras. Vamos continuar a campanha em prol do debate e de uma política energética que leve em consideração o que a população do país pensa” afirma Sergio Marone, ator que idealizou o Movimento junto da jornalista Maria Paula Fernandes. De acordo com o Movimento Gota D’água, o governo deve investir em meios alternativos e menos impactantes para a geração de energia, caso da energia solar, eólica e biomassa.

Antonia Melo (Movimento Xingu Vivo para Sempre), Ricardo Resende (Humanos Direitos), Edson Lobão (ministro de minas e energia), Gilberto Carvalho (secretaria geral da presidencia da republica), Izabela Texeira (ministra do Meio Ambiente), o ator Sergio Marone e as jornalistas Maria Paula Fernandes, Tica Minami e Aline Abud - reunião no Planalto. Foto: Salete Hallack
Antonia Melo (Movimento Xingu Vivo para Sempre), Ricardo Resende (Humanos Direitos), Edson Lobão (ministro de minas e energia), Gilberto Carvalho (secretaria geral da presidencia da republica), Izabela Texeira (ministra do Meio Ambiente), o ator Sergio Marone e as jornalistas Maria Paula Fernandes, Tica Minami e Aline Abud – reunião no Planalto. Foto: Salete Hallack
“Há um custo altíssimo com uma produção muito pequena. A partir disto podemos fazer um questionamento: é viável da forma que está? O risco que Belo Monte corre que é de produzir 11 mil megawats no momento em que tiver na sua maior capacidade de água, numa cheia, e talvez não gere nada na sua maior vazante”, chegou a afirmar, no Diário do Pará, o procurador Ubiratan Cazetta, do Ministério Público Federal.

Protestos

No último final de semana milhares de pessoas foram às ruas de nove cidades do país, no terceiro protesto nacional contra a construção da usina. De acordo com a organização Amazon Watch, se o Brasil investisse em energia solar e eólica, poderia abrir mão de Belo Monte. A segunda audiência do Movimento com representantes do governo está marcada para fevereiro.

Leia também

Notícias
10 de agosto de 2022

ALMT adia votação do projeto que libera caça esportiva no Mato Grosso

Autor da proposta, o deputado Gilberto Cattani (PL) quer aumentar a “interação homem e natureza”. As espécies que poderão ser caçadas serão decididas pelo Executivo

Reportagens
10 de agosto de 2022

Complexo ameaça uma das últimas regiões livre de barramentos nas nascentes do Pantanal

Rio Cabaçal é alvo de projeto que prevê a construção de quatro PCHs e duas CGHs. Fragilizada pelo assoreamento, bacia do curso d'água pode sofrer com fortes impactos na qualidade da água

Notícias
9 de agosto de 2022

Marinha suspende bombardeio em ilha no arquipélago de Alcatrazes

Exercício militar havia sido agendado para os dias 16 e 17 de agosto na Ilha Sapata, na zona de amortecimento do Refúgio de Vida Silvestre Alcatrazes, em pleno período reprodutivo das aves

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Comentários 2

  1. Ari diz:

    Deus nos livre de o Brasil precisar da marinha para defesa. Uma força armada sem treinamento algum,:enquanto outros países treinam sempre e se preparam para a defesa de seus mares. Assim logo seremos escravos do Maduro.


  2. Miriam de Souza Dantas diz:

    Mas adiar não resolve, a agressão ambiental continua. Por que não fazem em outro lugar desse Brasilzão?